sexta-feira, 8 de julho de 2011

Apaixone-se!

Espero Vocês!

Estou lá!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

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Amigas e Amigos, 

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Espero vcs lá!
Beijos

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Escolhas... A Continuação (última parte)

Os meses se passaram. A boate era um sucesso!
Aline deu a luz a um lindo menino, que colocaram o nome de Gabriel.
Cássia estava namorando Juliana. Laís, finalmente, havia sido conquistada por Duda, e estavam morando juntas. “Peter Pan” e Lena se casaram em uma cerimônia simples, com poucos convidados. Bella foi madrinha de Lena, e Alessandra, madrinha de Peter.
Uma semana após o nascimento de Gabriel, Bella e Alessandra voltaram ao Rio. Márcia havia tomado conta da boate durante os dias em que elas estiveram ausentes.
- Ah, amiga! Meu sobrinho é lindo! Saudável, perfeito! É a cara do meu irmão.
- Sabe, Márcia... Rodrigo e Bella são gêmeos, portanto, se Gabriel tem a cara do pai, consequentemente...
Márcia gargalhou.
- Tem a cara dessa tia coruja também, não é Ale?
Bella mostrou a Márcia as milhares de fotos que tirou do sobrinho.
- Realmente ele é um lindo menino! Parabéns, Bella!
Depois de olhar as fotos, Márcia falou que precisava conversar com as sócias.
- Gostaria de saber se vocês ficariam algum tempo sem mim aqui na boate.
- Por que, Márcia? Aconteceu alguma coisa?
- Não aconteceu nada. É que vou viajar, e deverei passar alguns dias fora. Talvez um mês. Não sei ao certo.
- Claro! Pode viajar! Posso perguntar para onde você vai?
- Vou para a Itália.
- Itália?! – Gritaram Bella e Alessandra ao mesmo tempo.
- Será que é o que estou pensando? Você e Rosane...
- Sim. Mais ou menos. Quer dizer... Eu não sei! Depois que nos conhecemos na inauguração da boate, continuamos a nos falar pela Internet, webcam e telefone. E confesso que estou gostando muito de Rosane. Ela me convidou para passar uns dias na Itália, para nos conhecermos melhor e termos certeza do que estamos sentindo.
- Mas isso é maravilhoso, Márcia! Claro que você deve ir! Fique o tempo que precisar! Nós cuidaremos de tudo. Quando você vai?
- Na próxima semana. Mas ainda não falei com Rosane, porque queria conversar com vocês antes. Ela ainda não sabe.
- O que você está esperando? Telefone pra ela e conte a novidade.
- Obrigada!
Márcia saiu de perto delas para ligar para Rosane.
- Bella, estou pensando.
- Em que?
- A velha... Quer dizer, a Sra. Rosane, gosta de garotinhas não é? Bom, Márcia não é tão garotinha assim, mas é bem mais nova que a coroa. Essa senhora é esperta, só pega mulherão.
- Ai, Ale! Que jeito vulgar de falar.
- É o jeito mais correto. Tomara que elas fiquem juntas e felizes, assim, a coroa... Ops! A Sra. Rosane te deixará em paz.
Bella saiu bufando em direção ao escritório. Alessandra sorriu.

Um pouco mais de 1 mês depois, alguém bate à porta do escritório da boate.
- Bella... Posso entrar?
- Márcia! Claro que pode entrar! Esta boate ainda é sua!
Elas se abraçaram.
- Me conte tudo! Não deixe escapar nenhum detalhe.
- Espere. Tem uma pessoa que quer ver você.
Márcia vai até o corredor e pede para uma pessoa entrar.
- Como vai, minha doce Bella?
- Rosane!
Bella dá um abraço caloroso em Rosane.
- Vocês duas juntas... É o que eu estou pensando?
- Não sei o que você está pensando, Bella.
- Ah, Márcia! Você sabe sim! Vamos! Parem de fazer suspense!
- Vou morar na Itália com Rosane.
- O que?! Morar na Itália?
- É.
- E quando você se muda? E a boate? Como...
- Calma, Bella! Não vou me mudar amanhã. Teremos tempo para resolver tudo, antes da minha partida.
- Vocês vão morar juntas? Vão se casar?
- Há algum problema?
- Por que está perguntando isso?
- Porque você e Rosane tiveram um caso e tem a boate... Talvez você...
- Pelo amor de Deus, Márcia! Não diga uma coisa dessas! Eu estou surpresa, naturalmente. Mas muito feliz por você e por Rosane. Vocês se tornaram minhas grandes amigas, amigas queridas e merecem ser felizes.
- Obrigada, Bella! Eu estava tão nervosa, não sabia qual seria a sua reação. Apesar de Rosane estar certa de que você ficaria feliz com nossa decisão.
- Sim! Fiquei muito feliz! Precisamos comemorar.
Bella marcou um jantar em seu apartamento.
- Ale, teremos visitas para o jantar.
- Quem?
- Márcia e Rosane.
- O que? Você convidou aquela velha para vir à nossa casa?
- Alessandra! Pare com isso! Estou farta do modo como se refere à Rosane. Entenda de uma vez por todas que eu gosto dela, que ela é muito importante para mim, mas eu amo você, é com você que eu estou e é com você que quero ficar o resto de minha vida. Que droga!
Bella está irritada e vai para a cozinha preparar o jantar.
- Bella, me desculpe.
- Não. Você sempre faz a mesma coisa. Ofende Rosane e depois vem se desculpar comigo. Deveria pedir desculpas a ela. Ao contrário de você, ela te respeita e respeita a mim.
- O que está dizendo? Eu respeito você!
- Não respeita. Várias vezes te pedi para não se referir a Rosane como uma velha, várias vezes deixei claro que não tenho mais nada com ela, além de um grande carinho e gratidão. E você o que faz? Continua desrespeitando-a, e consequentemente, me desrespeitando também.
Alessandra abraça Bella por trás.
- Você tem razão. Eu sou uma tola. Morro de ciúmes de você e tenho tanto medo que você se canse de mim e volte pra ela. Sei como ela te enchia de mimos, de carinho, o quanto ela te ama...
- Não me ama mais. Ela e Márcia vão se casar e morar na Itália. E é por isso que as convidei para o jantar, vamos comemorar. Será também uma despedida.
- E a boate?
- Márcia vai acertar tudo antes de viajar. Por isso voltou. Ale, se você não quiser participar desse jantar, esteja à vontade. Mas eu vou recebê-las, entendeu?
- Perdoe-me, Bella! Eu vou ficar para o jantar, vou te ajudar inclusive.
- Vai ficar porque não quer que eu fique a sós com Rosane? Se for por isso, não precisa.
- Não é por isso. Vou ficar porque você é minha mulher e se vai ter visitas, devo estar com você.
- Se você maltratar Rosane ou fazer uma de suas piadinhas sem graça...
- Prometo que vou me comportar. Farei um esforço enorme, mas você não vai se aborrecer, acredite.
Alessandra vira Bella e lhe beija na boca.
- Eu te amo, mulher!
Bella se acalmou e preparou o jantar. Alessandra a ajudou preparando os temperos, cortando cebola, alho, arrumando a mesa...
Depois de tudo pronto, Bella foi tomar banho. Alessandra a seguiu e entrou no banheiro.
- O que pensa que está fazendo?
- Vou tomar banho com você.
- Não vai, não.
- O que? Bella!
- Castigo. Só vamos tomar banho juntas e fazer amor, depois desse jantar. Se você se comportar, tudo bem. Senão... Nunca mais deixo você me tocar.
- Isso é chantagem!
- É sim! Agora saia do banheiro.
Alessandra, vendo que Bella estava falando sério, obedeceu. Saiu do banheiro resmungando. Bella sorriu.
Durante todo o jantar, Bella dava ordens para Alessandra.
- Ale, estou com frio. Feche a janela, por favor.
Alessandra fechava.
- Amor, estou com calor, abra a janela.
Alessandra abria.
- Ale, nosso vinho acabou! Pode nos servir?
- Não precisa, Bella! Eu sirvo.
- Não, Márcia! Sei o que estou fazendo. Ale... O vinho!
- Isso é algum fetiche?
- Não. Alessandra está sendo castigada.
- Coitada! Por que?
- Depois te conto.
Após o jantar...
- Ale, pode pegar o licor? Márcia e eu queremos tomar. Você quer também, Rosane?
- Não, Bella. Obrigada.
O jantar foi um sucesso! Alessandra nunca tinha sido uma anfitriã tão agradável e educada. Tratou Rosane com respeito e até conversaram sobre a vida na Itália. Alessandra conhecia o País.
Rosane e Márcia foram embora. Bella e Alessandra tiraram a mesa. Alessandra começou a colocar a louça no lava-louças.
- Não, Ale! Você vai lavar toda a louça.
- Você só pode estar brincando.
- Não estou. Quero que lave a louça, enxugue e guarde.
- Eu me comportei! Por que isso?
- Porque eu quero.
- Porque você quer? Você não acha que está muito mandona?
- Não estou mandando, estou pedindo. Mas se você não quiser lavar, tudo bem... Pode ir dormir no quarto de TV.
- Bella...
- E não adianta falar num tom de ameaça. Se quiser dormir comigo, terá que lavar, enxugar e guardar tudo. E olha que nem pedi pra você limpar o fogão.
Alessandra começou a se aproximar de Bella devagar.
- Fique aí mesmo onde está, Alessandra.
- Você me deu ordens durante quase toda a noite. “Ale, feche a janela”. “Ale, abre a janela”. “Pega o vinho”. “Pega licor”.
- Pare Alessandra! Não dê mais nenhum passo.
- Acho que seu momento de sinhá terminou, Bella.
- Não terminou. Você ainda tem que lavar a louça.
Alessandra continuou indo na direção de Bella, que andava para trás.
- Pare, Ale!
Alessandra não obedeceu, e Bella saiu correndo para o quarto. Quando foi trancar com a chave, Alessandra empurrou a porta.
- Eu disse pra você parar.
- Não vou parar. Você me deixou zangada, me provocou, agora temos que acertar nossas contas.
Alessandra jogou Bella na cama, ficando sobre ela.
- Eu falei que se você não lavar a louça, teria que dormir na sala de TV.
- Não vou lavar a louça, não vou dormir lá e você vai fazer amor comigo. Agora.
- Não vou, não.
- Ah, vai sim!
Alessandra começou a beijar Bella no pescoço, morder a orelha, beijar sua boca, seus seios...
- Ale...
- Sim?
- Pare.
- Não vou parar.
Alessandra passeou com suas mãos pelo corpo dela, e depois com a língua.
- Ah! Ale! Delícia!
Bella virou-se de bruços.


- Vem, amor! Quero você.
- Hmm! Adoro te pegar assim, Bella. Gostosa!
- Vem!
- Espere. E a louça?
- Ah! Que se dane!

Bella e Alessandra fizeram amor a noite toda, e saciadas, se aconchegaram uma no corpo da outra. Antes de dormir...
- Eu te amo, Ale! Sempre e para sempre!
- Eu te amo, Bella! Sempre e para sempre!

FIM

RM

"Qualquer semelhança com nomes e acontecimentos, terá sido mera coincidência. Não são fatos reais”.

Escolhas... A Continuação (parte 4)

Algum tempo se passou. Rodrigo e Aline estavam morando em São Paulo, porque Rodrigo havia passado para um concurso público federal, mas teve que trabalhar lá.
Bella e Alessandra passaram um final de semana com eles.
- Você está linda, minha irmã! Mais linda do que sempre!
- Você também está lindo! E com uma carinha de feliz!
- Bella, temos uma novidade para lhes contar.
- Conte Aline!
- Você vai ser titia.
- O que? Titia? Eu? Você está...
- Sim! Estamos grávidos!
Bella chorou de emoção e abraçou o irmão.
- Parabéns, Rodrigo! Você vai ser papai! Estou tão emocionada!
Bella abraça Aline também.
- Obrigada, minha amiga! Você não sabe como isso me deixou feliz.
Os dois casais saíram para jantar e comemorar. Resolveram esticar a noite em uma badalada boate gay paulista.
Bella e Alessandra ficaram impressionadas.
- Essa boate é maravilhosa! Enorme!
- É mesmo, Bella! E bem frequentada. Muitas mulheres lindas, não achou?
- O que é isso? Você está paquerando as paulistas? Na minha cara?
- Não! Apenas admirando-as. Os homens também são muito bonitos.
Disse Alessandra sorrindo.
- Sei. Estou de olho em você, Alessandra.
Havia um palco na boate onde as pessoas podiam subir e dançar. Bella e Alessandra dançaram no palco, sensual e apaixonadamente. Estavam deslumbradas. Ficaram na boate até as 4 horas da manhã.
No apartamento de Rodrigo e de Aline, todos tomaram banho e dormiram.
Passava do meio dia, quando Alessandra levou o café da manhã na cama.
- Bom dia, amor!
- Boa tarde, preguiçosa! Já passa do meio dia.
- Meio dia? Por que não me acordou antes?
- Porque você precisava descansar. Vamos viajar hoje.
- Vou dirigir?
- Claro que não!
- Então, quem deveria descansar era você.
- Eu descansei. Vamos tomar nosso café e sair logo. Não quero pegar a estrada à noite.
Elas tomaram o café, tomaram banho e arrumaram suas coisas.
- Ah, Bella! Não vão embora. Ainda não deu tempo de matar as saudades.
- Precisamos ir, Aline. Mas prometo vir visitar vocês sempre que puder.
Bella e Rodrigo ficaram abraçados por um longo tempo.
- Rodrigo, fico imaginando a alegria da mamãe em saber que você vai ser pai.
- Pensei a mesma coisa e comentei com Aline. Ela ficaria muito feliz. Mas ela está! Sei que está!
- Eu também estou muito feliz.
- Te amo, Bella! Sempre e para sempre!
- Te amo, Rodrigo! Sempre e para sempre!
Após as despedidas, Bella e Alessandra pegaram a estrada de volta para o Rio de Janeiro.
- Bella, eu estava lembrando da boate e tive uma ideia.
- Qual?
- O que você acha de abrirmos uma boate naquele estilo? Não temos nada parecido no Rio.
- Acho uma ótima ideia! Será que daria certo?
- Acredito que sim. Vamos pensar nisso?
- Vamos, claro!
Os dias se passaram. Bella e Alessandra estavam empenhadas em abrir a boate, uma espécie de clone da boate que conheceram em São Paulo.
Através do gerente, entraram em contato com a proprietária da boate paulista e falaram sobre a ideia que tiveram. A proprietária achou a proposta interessante, e marcou de visitar Bella e Alessandra, para acertarem o negócio.
Procuraram um casarão antigo no Rio, mas não encontraram nenhum que estivesse disponível. Então, compraram em Niterói, Praia de Charitas. O casarão estava abandonado e tiveram que reformar e adaptar. A boate se transformou em uma cópia fiel da boate em São Paulo.
Márcia, a proprietária, tornou-se sócia de Bella e Alessandra.
- Estou apaixonada por este lugar! Não sabia que Niterói era uma cidade tão linda! Estou pensando seriamente em me mudar pra cá.
- Venha! Você será bem vinda, Márcia!
Depois de 3 meses, finalmente, a boate estava pronta para ser inaugurada. Bella cuidou da divulgação, anunciando na Internet, jornais, rádios. Imprimiu convites para convidados especiais, e deu um toque especial na decoração, que agradou Alessandra e Márcia.
Márcia era uma mulher bonita, de sorriso fácil, inteligente, madura, mas com uma tristeza no olhar. Tinha 42 anos. Ela comprou um apartamento em Niterói, na Praia de São Francisco, que fica próximo à boate, e se mudou. Bella e ela se tornaram grandes amigas.
Certa vez, quando estavam na boate finalizando os últimos detalhes para a inauguração, Bella percebeu que Márcia parecia distante, com um olhar vazio.
- Márcia? Você está me ouvindo?
- Desculpe, Bella! Eu não estava prestando atenção. O que disse?
- Pensei em colocar os convidados especiais no mezanino, como uma área vip. O que você acha?
- Claro! Ótima ideia!
Márcia andou até a janela e ficou olhando o mar.
- Esta visão nos dá tanta paz, não é?
- Sim! Eu amo olhar o mar!
Bella se aproximou de Márcia.
- Márcia... Eu gostaria de te fazer uma pergunta, mas é pessoal. Posso?
- Pode.
- Às vezes, percebo que você fica tão distante, com um olhar triste, perdido. Por que?
Márcia sorriu.
- Se você não quiser falar, tudo bem, eu entendo.
- Você é muito observadora. Posso falar sim, Bella. Não tenho nada a esconder. Vou te contar o motivo de às vezes, eu estar distante, triste, e... Perdida.
Elas se sentaram em dos sofás.
- Fiquei casada com uma mulher durante 22 anos. Quando nos conhecemos, eu era jovem, com muitos sonhos, e imatura. Ela era a mulher mais linda, mais encantadora, mais paciente que conheci. E de uma bondade que não existia em pessoa alguma.
Eu tinha 20 anos, e ela, 38. Namoramos e, 6 meses depois, fomos morar juntas. Ela me ajudou a crescer, material e espiritualmente. Me ensinou a ser uma pessoa melhor, uma mulher de caráter. Tudo o que sou, tudo o que tenho, eu devo a ela. Enfim! Há pouco mais de 1 ano, ela me deixou. Sofreu um acidente de carro e...
Márcia começou a chorar.
- Sinto muito, Márcia! Que história triste!
- Eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Ela foi, é, e será meu único e grande amor.
Bella abraça Márcia, tentando consolá-la. Depois de alguns minutos, Márcia se levanta e diz:
- Bom... Vamos deixar as tristezas para o travesseiro. Agora, temos muito trabalho a fazer.
“Que mulher admirável!”. – Pensou Bella.
Sexta-feira. Noite da inauguração da boate.


Entre os convidados especiais, estavam os pais, o irmão e a cunhada de Alessandra, Rodrigo e Aline, “Peter Pan” e Lena, que estavam casados, os primos de Bella, e dois amigos de Márcia que vieram de São Paulo para a inauguração.
- Minha filha! Sua boate está linda!
- Obrigada, mãe. Mas a boate é minha, de Bella e de Márcia.
- A decoração é de extremo bom gosto. Fico feliz que tenha aprendido isso comigo.
- É... Mas a decoração devemos ao bom gosto de Bella. Foi ela quem cuidou de tudo. Apesar de ser um clone da boate de Márcia em São Paulo, Bella deu seus toques pessoais.
Carmen deu um sorriso torto, cumprimentando Márcia, e passando direto por Bella.
- Mãe? Não vai cumprimentar Bella?
Carmen continuou andando, sem olhar para trás.
- Desculpe, Bella.
- Não se preocupe, amor. Está tudo bem.
- Que sogra você foi arranjar, hein, Bella?
Disse Márcia no ouvido de Bella, não deixando que Alessandra ouvisse.
Os convidados e clientes foram chegando. Bella não contava com uma convidada especial e, ao vê-la, ficou surpresa e feliz.
- Parabéns, Bella! A boate é magnífica!
- Rosane! Que surpresa! Não sabia que estava no Brasil.
Elas se abraçaram.
- Vi o anúncio na Internet e vim especialmente para prestigiá-la. Parabéns! Desejo-lhe muito sucesso!
- Obrigada.
- Como vai, senhora? – Cumprimentou Alessandra, com ironia.
- Muito bem, obrigada por perguntar. Parabéns pela boate. Está muito linda.
- Rosane, deixe-me apresentá-la à nossa sócia.
Bella apresenta Rosane à Márcia.
- É um prazer conhecê-la.
- O prazer é meu. Seja bem vinda! Bella, vou mandar colocar um lugar para sua amiga na área vip.
- Sim! Por favor, faça isso!
- Não se incomodem comigo, posso ficar em qualquer lugar.
- Você ficará na área vip, pois é minha convidada especial.
- Obrigada, Bella. Como sempre, você tão doce.
- Venha comigo, por favor, Rosane.
- Cuidado, amor!
- Cuidado com o que?
- Com as abelhas, moscas e formigas.
- O que?
- Precisava ser tão doce com a velha?
- Ale, já falei que não gosto quando você fala assim. Rosane é uma mulher maravilhosa, gentil, e muito educada. Por favor, tente não ser rude.
- Você sempre a defende.
- Claro! Sempre vou defender pessoas que me são importantes. Controle seus ciúmes, por favor.
Rosane acompanhou Márcia até a parte de cima da boate, acomodando-a em um lugar estratégico, onde ela pudesse ver toda a pista de dança e o palco.
- Fique à vontade. A garçonete passará aqui em instantes.
- Obrigada! Você é muito gentil.
Márcia volta à recepção, ficando ao lado de Bella e de Alessandra.
- Bella... Quem é ela?
- Quem? Rosane?
- Sim.
- Minha ex-mulher. Hoje é uma grande amiga.
- Hmm. Interessante.
Bella sorri.
- Impressão minha, ou senti um clima no ar?
Márcia não responde, e sorri.
Depois de algum tempo, as 3 sócias e amigas, começam a andar pela boate, a fim de conversar com os clientes. Depois, vão até a área vip.
Bella se senta com Rodrigo, Aline, “Peter Pan” e Lena.
- Não sabia que amigos podiam ter segredos.
Disse Bella, se dirigindo a Peter.
- Vocês se casaram e não me contaram nada? Obrigada pela consideração, Peter.
- Ah, minha pequena! Estamos morando juntos, não casamos.
- Ainda! Não é Peter?
- Claro, meu bebê!
- E quando nos casarmos, Bella, você será a minha madrinha.
- De jeito algum! Bella será minha madrinha.
- Peter, já discutimos esse assunto. E está resolvido.
- Vocês estão felizes?
- Sim, pequena! Muito feliz!
- Eu também, Bella. E devo isso a você.
- Não me deve nada, Lena. O que importa é que vocês estão felizes. E eu estou feliz por vocês.
O telefone de Alessandra toca.
- Não. A boate é grande, vocês podem se ajeitar. Não há mais lugar. Eu já disse que não. Tchau.
Ela desligou o telefone, visivelmente irritada.
- O que foi, Ale?
- Laís e companhia estão lá embaixo. Ela está irritada por ter sido barrada na escada. Quer que eu autorize sua entrada na área vip.
- E você disse que não, certo?
- Certo.
- Ótimo! Sorte sua.
Bella vê Márcia e Rosane conversando. Pelos sorrisos, a conversava parecia estar interessante.
- Amor, vamos dançar no palco?
- Vamos, Bella. Eu já te disse que você é a mulher mais linda dessa boate?
- Não.
- Você é a mulher mais linda dessa boate. E a mais deliciosa. A mais gostosa...
Alessandra aperta Bella contra seu corpo, beijando-a na boca, ignorando a presença de seus pais. Mais precisamente, a presença de sua mãe.
Elas vão para o palco e começam a dançar. Sensuais... Provocantes... Tentadoras... Apaixonadas!


Alguém enfurecida vê Bella e Alessandra dançando.
- Odeio essa mulher! Queria vê-la morta.
- Pare com isso, Laís! Aceite a derrota. Alessandra ama Bella. Aliás, é impossível não amar essa mulher. Olha que delícia! Ah! Eu faria qualquer coisa pra ter essa mulher de novo.
- Não seja ridícula, Cássia!
- Ridícula está sendo você que não admite que perdeu Alessandra para sempre. Tente ser feliz, garota!
Cássia se afasta de Laís. Puxa Juliana pelo braço, indo dançar na pista.
- Cássia tem razão, Laís. Você deveria tentar arranjar outra mulher e ser feliz.
- Não quero outra mulher! Quero Alessandra.
- Ela não te quer, mas eu...
- O que?
Duda agarra Laís e lhe dá um beijo na boca. Com raiva, Laís tenta esbofetear Duda, que segura suas mãos, colocando-as para trás.
- Me solte, Duda! Agora.
- Isso é uma ordem? – Diz Duda, com um sorriso irônico.
- É sim! É uma ordem.
- Desculpe, gata, mas não recebo ordens. E só por causa de sua má educação, vou te beijar de novo.
- Não se atreva...
Duda se atreveu e a beijou.
- Laís... Está tudo bem?
- Não. Estou meio tonta.
- É. Eu sei. Meu beijo provoca essas sensações. Acho que vou te deixar mais tonta. Vem cá gostosa!
Desta vez, Laís não lutou e se deixou ser beijada por Duda. Ficaram a noite toda juntas.

CONTINUA...

RM

"Qualquer semelhança com nomes e acontecimentos, terá sido mera coincidência. Não são fatos reais”.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Escolhas... A Continuação (parte 3)

Bella estava saindo da faculdade No estacionamento, alguém a esperava.
- Como vai, Bella?
- Rosane! Estou bem, e você? – Disse Bella, abraçando-a.
- Sentindo muito a sua falta.
- Estou surpresa em vê-la aqui. Aconteceu alguma coisa?
- Vim convidá-la para almoçar comigo.
- Almoçar?!
- Pensei que fôssemos amigas.
- Amigas? Claro que somos! Mas...
- O que é? Sua esposa não deixa você sair com amigas?
- Não é isso. É...
- Calma, meu anjo! Será um almoço inofensivo, eu prometo! - Rosane sorri. – Quero lhe contar uma novidade e pensei que seria uma ótima ideia almoçarmos juntas, enquanto conversamos.
- Novidade?
- Sempre que você está nervosa, você repete palavras. O que há, Bella?
- Desculpe. Realmente é uma surpresa te ver aqui.
- Ah! Entendi o motivo de seu nervosismo.
Bella olha para trás, e vê Alessandra estacionando o carro.
- Desculpe.
- Pare de me pedir desculpas, eu entendo. Nosso almoço pode ficar para amanhã, talvez?
- Sim! Pode.
- Está bem. Amanhã passo aqui para buscá-la.
- Não precisa! Posso ir ao restaurante me encontrar com você.
- Minha doce Bella! Esqueceu que faço questão de levá-la? Eu passarei aqui, me espere nesse mesmo horário.
Rosane saiu, entrou em seu carro e foi embora.
- Oi, amor! Quem estava conversando com você?
- Rosane.
- O que? O que aquela velha quer com você?
- Ale, não gosto quando fala assim.
- Assim como?
- Velha.
- É o que ela é, oras! O que ela queria?
- Almoçar comigo.
- Almoçar. Sei.
- É, Ale! Almoçar! Marquei com ela amanhã.
- Como é? Você não vai sair com...
- Vou sim. Rosane e eu somos amigas, e você não pode esquecer tudo o que ela fez por mim e por meu irmão. Tenho uma enorme gratidão por ela, além de gostar muito dela.
- Quer dizer então que você já decidiu. E quando ia me consultar?
- Consultar? Você só pode estar brincando.
- Não, não estou brincando. Essa velha é sua ex-mulher, e ainda te ama, te quer. Como acha que eu me sinto sobre isso?
- Como deve se sentir. Confiar em mim, saber que eu amo você, e que jamais vou te enganar. É assim que você deve se sentir.
Ficaram em silêncio por algum tempo e Ale abraçou Bella.
- Desculpe, Bella. Não tenho o direito de fazer isso. Você tem razão, tenho que confiar em você, e eu confio, acredite! Mas não posso evitar sentir ciúmes.
- Ciúmes eu entendo, mas você desconfiar de mim? Isso jamais vou entender e nem aceitar.
- Você está certa! Pode ir almoçar com ela amanhã.
Bella gargalhou.
- Posso saber qual é a graça?
- Ouviu o que você disse? “Pode ir almoçar com ela amanhã”. – Bella gargalhou de novo.
- E o que tem isso?
- Você disse “pode”. Como se você estivesse permitindo que eu fosse. Não pedi sua permissão, Ale! Apenas te informei que iria e vou.
Alessandra encostou Bella contra o carro.
- Pare, Ale.
- Você é uma mulher arisca, cheia de vontades, segura de si... Se eu quisesse Bella, você não iria a esse almoço, aliás, não iria à faculdade amanhã também.
- É mesmo? E como você acha que ia conseguir isso?
- Fácil! Ia te prender na cama com meus beijos, meus carinhos, ia fazer amor com você o dia todo, deixá-la arrasada.
Bella sorriu maliciosamente.
- Hmm. E por que não tenta?
- Porque quero provar que confio em você, portanto, você vai a esse almoço sim, simplesmente porque eu permiti. Entendeu, Bella?
- Entendi, Ale! Mas...
- Cala a boca! – Disse Alessandra, dando um beijo na boca de Bella.
- Meu Deus! Você está louca? Estamos no estacionamento da faculdade, alguém pode ver!
- Verão apenas o quanto eu te amo. – Falou Ale, beijando Bella novamente.
No dia seguinte, Rosane pega Bella na faculdade e vão para o restaurante.
- Você está mais linda, Bella.
- Obrigada. E então? Qual é a novidade que tem para me contar?
- Vou embora do Brasil.
- Do Brasil? Por que? Para onde vai?
- Vou morar na Itália.
- Itália? Morar?
- Bella, você está repetindo. – Disse Rosane, sorrindo.
- Ah, é! Desculpe! É que você me surpreendeu com essa novidade.
- Não quer que eu vá?
- Vou sentir saudades, mas se é bom para você, se isso a fará feliz...
- O que me fará feliz é ter você de volta pra mim. Se você me pedir para ficar, para ficar com você, eu não vou embora.
- Rosane, por favor!
- Você sabe que eu te amo e acho que vou te amar para sempre. Eu só ficaria aqui se fosse para ficar com você. Peça, Bella! Peça para eu ficar!
Bella ficou calada, não sabia o que dizer.
- Peça e eu fico.
- Não posso fazer isso, Rosane. Eu sinto muito.
Rosane abaixa a cabeça por alguns segundos, depois olha para Bella e sorri.
- Eu te amo! Você é a mulher mais linda, mais gostosa, mais doce que eu já conheci em toda a minha vida. Às vezes, eu me toco, lembrando de quando eu fazia amor com você. Imagino que estou tocando seu corpo, seus lindos seios, suas coxas, beijando sua boca doce, penetrando você e te deixando louca! Ah, Bella! E eu gozo! Gozo gostoso! Estou enlouquecendo sem você.
- Eu não sei o que dizer.
- Não diga nada! Deixe-me falar apenas. Falar de meus sentimentos, de meus desejos e sonhos. Como eu quero você! Às vezes, penso que jamais terei outra mulher, jamais vou ser feliz.
- Não diga isso! Você é uma mulher maravilhosa, linda, gentil e sabe como fazer uma mulher feliz na cama. Você vai ser feliz sim, e merece isso, Rosane.
- Feliz? Sem ter você? Impossível, Bella.
- Não! Não é impossível! Aposto que você vai conhecer uma linda italiana e nem vai mais lembrar que eu existo.
Rosane dá gargalhadas.
- Ah, Bella! Você é um encanto! Eu amo você!
- Eu amo você também, Rosane. Mas é um amor diferente do seu, é um amor...
- Maternal? – Diz Rosane, sorrindo.
- Também! Um amor puro, de amizade, respeito, de carinho. Um amor que nunca vou deixar de sentir. Eu quero que você seja feliz! Seja aqui, na Itália, seja aonde for. Seja feliz, Rosane! Eu nunca vou esquecer você! Nunca!
Rosane estava chorando.
- É uma despedida, meu anjo!
- Não! Não é! É apenas um até breve!
Depois do almoço, Rosane deixou Bella no estacionamento da faculdade, e antes de ir embora, falou:
- Bella, gostaria de saber uma coisa.
- Claro! O que quiser!
- Eu te dei prazer? Eu satisfiz você? Você sentia tesão por mim, ou era apenas um trabalho?
Bella sorriu.
- Você me dava muito prazer, sempre me satisfez. Eu sentia um tesão louco quando você me beijava, me tocava, me possuía. Você me enlouquecia, Rosane. E não era um trabalho. Com você, nunca foi!
- Obrigada!
Rosane abraçou Bella, e lhe deu um beijo no rosto. Entrou em seu carro, deu partida e saiu. Bella acompanhou com os olhos, até perdê-la de vista.
- Seja feliz, Rosane!


À noite, no apartamento, Alessandra pergunta a Bella como foi o almoço.
- Foi um almoço de despedida.
- Despedida? Por que?
- Rosane vai se mudar para Itália.
- Mas essa é uma ótima notícia!
- Ale?!
- O que foi? Está triste porque ela vai se mudar?
- Estou sim.
- E posso saber por que?
- Porque ela sofre por minha causa, está indo embora por minha causa, e eu não me sinto bem com isso. Me sinto tão culpada!
- Me desculpe, Bella. Eu sou uma idiota mesmo.
- É sim! Você algumas vezes se comporta como uma idiota.
Alessandra abraçou Bella, tentando confortá-la.
- Bella, você precisa entender que não tem culpa nenhuma. É muito fácil amar você. Você é encantadora, linda, gostosa... É irresistível!
- Rosane é uma pessoa muito importante pra mim, Ale. Ela me ajudou tanto! Foi sempre tão presente! E eu acho que lhe devo alguma coisa, eu deveria tê-la feito feliz e não fiz.
- Fez sim. Tenho certeza que fez. Ela teve você, teve seu amor, seu carinho, sua lealdade. E continua tendo. Seus sentimentos por ela não acabaram. E ela sabe disso.
Bella está chorando, tentando acreditar nas palavras de Alessandra. Mas está sentindo uma grande tristeza por Rosane.
- Só espero que Rosane consiga me esquecer e ser feliz.

CONTINUA...

RM

"Qualquer semelhança com nomes e acontecimentos, terá sido mera coincidência. Não são fatos reais”.