domingo, 8 de agosto de 2010

Escolhas (Parte 1)

- Sim! Estarei lá! Obrigada por me escolher! Beijo.
Isabella é convidada a participar de uma despedida de solteiros. Ela é dançarina, e uma colega que faria o trabalho, havia se acidentado. A “chefe” então, escolheu Isabella como substituta.
Ela telefona para uma amiga.
- Oi, amiga! Não preciso mais daquela grana emprestada. A “chefe” acaba de me ligar, me dando um trabalho. Obrigada!
- Tem certeza que não vai precisar, Bella? Se quiser...
- Não, obrigada.
Elas conversam mais um pouco e se despedem. Isabella vai para o banho, e começa a se preparar para a grande noite.
Local: uma mansão no bairro nobre da cidade.





Isabella fica impressionada com a beleza do lugar.
- Caraca! Isso é coisa de cinema! Acho que vou me dar bem!
Ela se apresenta aos seguranças, e um deles a leva para um quarto, entrando pelos fundos da casa.
- Vou avisar que você chegou. - Diz o segurança.
Isabella se veste e se maquia. Olha-se no espelho e diz:
- Hmm! Bella, você está muito gostosa! Vai arrasar!
Ela ri de si mesma.
O segurança entra no quarto e a leva para uma grande sala, onde há vários convidados.
Isabella começa a dançar. Sensual, insinuante, ousada! Os homens deliram! Querem tocá-la, mas ela os impede.
Em um canto da grande sala, Isabella vê a única mulher no recinto. Pele clara, cabelos castanhos e longos, olhos pretos.



Isabella aproxima-se da mulher, e pergunta, sem parar de dançar:
- Por favor, quem é o noivo?
A mulher sorri, e aponta para um rapaz, que parece estar bêbado.
Isabella aproxima-se do noivo, e dança para ele. Ela o seduz, o excita! Ele tenta agarrá-la, mas ela foge, sorrindo. Ela continua se insinuando sensualmente para ele. E começa a tirar suas roupas. Os homens ficam extasiados com tanta beleza e sensualidade.
O “striptease” termina. Isabella é aplaudida e os homens pedem bis. Gritam, alucinados.



Ela sai da sala, volta para o quarto e se veste. O segurança entra no quarto e lhe diz:
- O patrão pediu que você vá à sala novamente.
- Para dançar?
- Não sei dizer, ele a espera.
Isabella vai até a sala e se dirige ao noivo.
- Pois não!
- Qual o seu nome, linda mulher? – Pergunta o noivo.
- Isabella.
- Isabella, quero te apresentar um grande amigo.
O noivo apresenta Isabella para um homem com cabelos grisalhos, aparentando ter uns 50 anos. Bem vestido, elegante, sorridente e... Bêbado.
Ele a conduz para um lugar mais reservado da sala e conversa com ela. Isabella pega um cartão das mãos dele e se despede.
Ela volta para o quarto. O segurança lhe dá um envelope. Ela abre, conta o dinheiro que tem dentro e agradece.
Quando ia sair, Isabella é interceptada pela mulher que lhe mostrou quem era o noivo.
- Oi!
- Oi!
- Linda a sua apresentação! Você deixou todos muito... Excitados.
- E isso é bom ou ruim?
- Depende do ponto de vista.
- E qual é o seu ponto de vista?
- Ruim.
- Ruim? Por que?
- Porque só posso olhar.
A mulher sorriu e se apresentou.
- Meu nome é Alessandra. Posso saber qual o seu nome?
- Isabella.
- Lindo nome! Aliás, tudo em você é lindo!
- Obrigada.
Isabella ia sair do quarto, mas Alessandra fechou a porta.
- O que está fazendo?
- Calma Isabella! Só quero saber uma coisa.
- O que é?
Isabella estava ficando irritada.
- Quero o número de seu telefone.
- Não.
- Não? Por que não? E se eu quiser contratar você para dançar, como vou te encontrar?
- Fale com o noivo, ele sabe como me encontrar. Agora me dê licença, por favor.
Alessandra se aproxima de Isabella e a cheira no pescoço.
- Delicioso! Seu perfume é... Excitante! Como você!
Isabella arrepia-se, mas fala, com voz irritada:
- Posso ir embora?
- Pode. Eu vou te achar, pode esperar!
Alessandra abre a porta e o caminho para Isabella passar.
O segurança estava do lado de fora do quarto, aguardando Isabella para acompanhá-la até a saída. Antes de ela sair, ele diz:
- Muito gostosa!
- O que disse?
- Você! É muito gostosa!
- Ah! Eu sei!
Isabella sorri. Está acostumada com esse tipo de abordagem.
Pega seu celular e telefona para um rádio táxi. Logo o táxi chega e ela vai para sua casa. Toma banho, janta, e se deita. Pega um porta-retrato com a foto de um homem e diz:
- Nós vamos conseguir, meu irmão!
Isabella adormece.





No dia seguinte, ela pega o cartão que o homem na festa havia lhe dado, e telefona para ele. Ele lhe passa um endereço, onde ela deve ir se encontrar com ele, naquela mesma tarde. Chegando ao local, vê que é um prédio luxuoso. Toca o interfone e entra.
- Entre, minha querida. Quer beber alguma coisa?
- Não, obrigada!
O homem está bebendo um uísque. Ele se aproxima de Isabella e a beija.


- Vai, meu anjo! Mostre o que você sabe fazer.
O homem se senta em um sofá. Isabella vai até o aparelho de som, coloca uma música sensual e dança para ele. Ela começa a tirar a roupa lentamente. Toca o homem com astúcia, fazendo-o gemer. Eles transam. Isabella o leva a loucura!
Depois de terminar, o homem lhe entrega um envelope. Ela abre e conta o dinheiro. Agradece e se despede, indo embora.
Após sair do apartamento do homem, Isabella chama um táxi.
- Oi, Rodrigo!
- Oi, Bella! Você está linda!
Eles se abraçam.
- Como você está, meu irmão?
- Péssimo. Aqui é o inferno, Bella!
- Eu sei. Não quero que se preocupe, vou conseguir tirar você daqui, eu prometo. Falta pouco, agora.
- Como vai conseguir? Dizem que aquela Advogada cobra caro, e só trabalha pra bacana. Acha que ela vai se interessar pelo meu caso? Não temos dinheiro para pagar a tal Advogada, Bella.
- Teremos! Garanto que teremos. Confie em mim, está bem?
- Ok, minha irmã.
Eles conversaram mais um pouco e Isabella teve que ir embora.
Rodrigo, seu irmão, foi preso acusado de assassinar seu chefe. Mas ele era inocente.






Nos dias que se seguiram, Isabella continuou dançando na boate onde trabalhava, em aniversários, despedidas de solteiros, encontros de executivos, além de se prostituir. Ela faria qualquer coisa para ajudar seu irmão.
Certa vez, na boate, um dos funcionários avisou Isabella que alguém queria uma apresentação especial na mesa. Isso era bom, porque ela recebia dinheiro extra.
Quando Isabella chegou à mesa, surpreendeu-se.
- Você?
- Oi, Bella!
- Isabella, por favor! Só meus amigos me chamam de Bella. O que está fazendo aqui?
- Vim te ver dançar. Não falei que ia te achar?
- Foi você quem pediu uma dança especial na mesa?
- Sim.
- Ok.
Isabella dançou em cima da mesa, usando toda a sua sensualidade. Alessandra sorriu e falou:
- Quero tudo o que você pode fazer. Tudo!
- Isso pode ficar caro.
- Eu pago.
E Isabella deitou-se na mesa, passando suas mãos por seu corpo. Depois, sentou-se no colo de Alessandra, encostando seus seios no rosto dela, sem que fossem tocados. Isabella era provocante!
- Quero você nua! – Disse Alessandra, visivelmente excitada.
- Não fico nua.
- Eu pago.
- Não.
- Em outro lugar, talvez?
Isabella parou de dançar, saiu de cima dela e falou:
- Tempo esgotado! Agora é só me pagar.
Alessandra enfiou a mão no bolso e tirou algumas notas de cem reais, entregando a Isabella.
- Isso basta?
Isabella pegou duzentos reais e entregou o restante para Alessandra.
- Sim, agora basta.
E saiu.

CONTINUA...



Isabella continuou dançando, algumas vezes, sendo chamada às mesas. Alessandra a observava.
Eram quase 4 horas da manhã, e Isabella saiu da boate. Um carro a esperava. Isabella entrou, beijou a mulher que estava ao volante, e lhe deu um abraço.
A mulher ligou o carro e saiu, indo em direção a um motel.
- Espere! Vou tomar banho. – Disse Isabella.
Isabella saiu do banho nua, com os cabelos molhados, deitando-se ao lado da mulher que a esperava.






- Deixe-me te ver, Bella! Adoro contemplar-te!
Bella sorriu, deixando-se ser olhada por aquela mulher.
- Você é linda demais! – Disse a mulher, antes de beijar Bella na boca.
Ela tocou o corpo de Bella com intenso desejo e adoração. Explorava seu corpo, como se fosse um mistério a ser desvendado.
- Não se mexa, minha doce Bella. Deixe-me tocá-la, invadi-la. Seja minha!
Isabella atendeu aos apelos da mulher, que a devorou! Bella ficava imóvel, satisfazendo assim, o desejo da mulher.
- Geme pra mim, Bella!
Bella obedeceu. A mulher enlouqueceu! E possuiu Bella naquele mesmo instante.
Depois, elas dormiram.
Ao amanhecer do sábado, Bella é acordada com um café da manhã na cama.
- Bom dia, minha deusa!
Bella espreguiçou-se e sorriu.
- Bom dia!
Juntas, tomaram o café da manhã.
- Bella...
- Sim?
- Pensou na minha proposta?
- Não há o que pensar. Não posso aceitar.
- Por que não? Eu disse que largaria tudo por você!
- Sim, você disse, mas não sei o que você largaria por mim, nada sei a seu respeito. Nem mesmo seu nome eu sei.
- Se você ficar comigo, saberá tudo sobre mim, mas antes, não posso contar. Por favor, Bella!
- Não.
- Case-se comigo!
- Que eu saiba duas mulheres não podem se casar. – Disse Bella, sorrindo.
- Ah! Esse seu sorriso! Podem sim! E agora, dentro da lei.
- É mesmo?
- Bella, por favor!
- Estamos juntas há... Quanto tempo?
- Oito meses.
- Oito meses e eu não sei seu nome, sua idade, onde mora, se tem família, no que trabalha... Nada! Absolutamente nada! Você apareceu na boate, me viu, dancei pra você e começamos este caso. E você foi bem clara: nada de nomes. Lembra?
- Eu te amo! Sou louca por você! E quero tirar você dessa vida, quero cuidar de você... Quero amar-te. Bella... Quero que seja só minha.
- Chega desse papo. A resposta é não.
Bella se levantou da cama, foi em direção ao banheiro e falou:
- Quer tomar banho comigo?
A mulher sorriu e acompanhou Bella, tomando-a no banho, como se Bella fosse um cálice de vinho raro, precioso.
A mulher deixou Bella em seu apartamento e, antes de sair, falou:
- Pense! E aceite!
Bella não respondeu, entrou no prédio e sumiu.

Domingo, Bella foi visitar seu irmão na cadeia.
- Esta semana vou procurar a Advogada de novo, e desta vez, ela vai me atender. Já tenho como pagá-la, não poderá recusar.
- Ah, minha irmã! Vou ficar torcendo para que você tenha razão. Não estou mais aguentando.
- Por favor, Rodrigo, não faça nenhuma besteira. Eu vou conseguir, acredite!
Eles se abraçaram, e Bella foi embora.
Segunda-feira, Bella voltou ao apartamento do homem, transou com ele, e saiu. Foi para a boate, dançou até a madrugada, e voltou para casa.
No dia seguinte, às 8 horas da manhã, Bella estava em um prédio comercial no centro da cidade.
- Senhora, já lhe disse que Dra. Rosane não aceita clientes que não sejam indicados. Esta é a quarta vez que a senhora vem, por favor, não insista.
- Preste atenção, moça. Não vou sair daqui enquanto a doutora não me atender, eu tenho grana, posso pagar.
- Sinto muito, mas...
Bella entrou pela porta do escritório da advogada e invadiu.
- Dra. Rosane, desculpe-me por invadir, mas realmente preciso falar com a senhora, e não vou sair daqui enquanto...
A advogada, que estava de costas para a porta, se vira.
- Você? – Diz Bella, boquiaberta.
- Desculpe doutora, mas ela...
- Tudo bem, Larissa, pode sair.
- A senhora tem certeza? Se quiser posso chamar os seguranças.
- Não é preciso, vou atender a jovem. Deixe-nos a sós.
- Sim, senhora.
A secretária saiu, fechou a porta, e a advogada sentou-se em sua cadeira.
- Sente-se, Bella.
- Por que não me contou que era advogada?
- Você quer beber alguma coisa? Um café, um chá, uma água?
- Não quero nada! Só que você me...
- Acalme-se, Bella! Vou te contar tudo.
Rosane tem 54 anos, é casada há 30 anos com o mesmo homem, tem 3 filhos e um neto. É rica, bem conceituada na sociedade e uma advogada de sucesso. Uma mulher bonita, elegante, inteligente.






- Por que escondeu isso de mim?
- Porque se alguém soubesse Bella, seria um escândalo.
- E você acha que eu...
- Sei que você não contaria nada a ninguém, mas tive medo, não posso me expor. Faz anos que saio com mulheres. Uma vez, uma delas descobriu sobre a minha vida e me chantageou. Foi um inferno! Até que eu a convenci a sair da cidade. Comprei uma casa pra ela, dei-lhe um carro e todo mês, faço um depósito na conta dela, como uma pensão.
- Eu jamais faria isso com você.
- Eu sei.
- Por que você não se assume?
Rosane riu.
- Ah, minha doce Bella! Se tudo fosse tão fácil como parece em suas palavras!
- E a proposta que me fez? Você disse que largaria tudo.
- Sim. E largo. Bella, sempre saí com mulheres, sou como dizem, uma lésbica enrustida. Saí com mulheres de todos os tipos, classes sociais, prostitutas, jovens, maduras, enfim... E nunca me apaixonei por nenhuma. E olha que foram muitas! Mas você... Você me tirou do eixo, me seduziu, conquistou, e por você, eu largaria tudo!
- Faria isso mesmo?
- Por você sim.
Rosane levantou-se, foi até a porta e a trancou. Aproximou-se de Bella, ficando atrás dela. Passou suas mãos nos seios de Bella, e beijou-lhe o pescoço.
- Bella, Bella! Você me deixa louca! E como toda louca, eu seria capaz de fazer loucuras por você.
Bella se levantou.
- Rosane... Desculpe... Dra. Rosane...
- Pra você sou Rosane. E gostei muito do meu nome em sua boca. Fale de novo.
- Rosane.
- Fale mais, Bella! Fale!
- Rosane... Rosane... Rosane...
A advogada apertou Bella contra seu corpo e a beijou.
- Bella... Realiza uma fantasia minha.
- O que quer?
- Quero você na minha mesa, sentada, nua.
- Aqui? Mas...
- Por favor, Bella!
Bella tirou a roupa, sentou-se na mesa, e Rosane beijou todo o seu corpo.
- Agora vou sugá-la! Geme, Bella!
Rosane colocou sua língua entre as pernas de Bella. E ela gemeu, como queria Rosane.
- Goza pra mim, meu amor! Goza!
E Bella gozou!





Depois, Rosane abraçou Bella e disse:
- Fica comigo, Bella!
- Não posso fazer isso.
- Sei porque diz que não pode. Você não me ama, não é isso? Mas não me importo, Bella! Eu tenho amor para nós duas.
- Rosane...
A advogada saiu, e sentou-se em sua cadeira.
- Depois falaremos sobre isso. Conte-me... Por que precisa de um advogado?
- Não preciso de um advogado, não um qualquer. Preciso de você.
Isabella contou o que havia acontecido com seu irmão.
Rodrigo trabalhava em um grande escritório de contabilidade. Ele se envolveu com a esposa do chefe, tendo um caso com ela. Depois de quase um ano juntos, Rodrigo exigiu que a amante escolhesse a ele ou ao marido, porque Rodrigo não queria mais continuar com isso. A amante disse que pensaria.
Duas semanas depois, o chefe de Rodrigo, foi encontrado morto em seu escritório. Rodrigo foi acusado de tê-lo matado e foi preso.
- Meu irmão é inocente, Rosane. Ele não matou o chefe dele.
- Bem, é um caso difícil. Preciso me interar do processo. Quem é o advogado dele?
- Dr. Sampaio. Ele é um incompetente, não deu a importância que meu irmão precisa e merece.
- Existem testemunhas?
- Sim. A secretária contou que na hora do crime, havia apenas o chefe e meu irmão no escritório.
- Alguém mais?
- Que eu saiba não. Eu tenho cópia do processo comigo, e trouxe pra você olhar.
- Ótimo! Como conseguiu?
- O advogado me deu.
- Deixe o processo comigo e verei o que posso fazer. Você tem o número do telefone do advogado, não tem?
- Sim! Aliás, consta nos papéis. Mas vou te passar.
Rosane anotou os telefones do advogado de Rodrigo e pegou o processo das mãos de Bella.
- Vou te ajudar, Bella. Pegarei o caso de seu irmão.
- Ah, obrigada, Rosane! Muito obrigada mesmo! Agora preciso saber quanto você vai me cobrar.
- Cobrar? De você? Nada.
- Não quero isso. Faço questão de pagar. Trabalhei muito para conseguir o dinheiro e quero que você o aceite.
- Bella...
- Não! Diga quanto é, e eu pago.
- Ok. Quanto você tem?
Bella falou o valor. Rosane sorriu e disse:
- Ótimo! Aceito. Mas com uma condição.
- Qual?
- Você vai me pagar só depois que seu irmão sair da cadeia e for decretada a inocência dele. Caso eu não consiga, você não me paga nada. Concorda?
- Concordo. Sei que você vai conseguir. Estou confiando em você, Rosane.
- Vou estudar o caso e depois conversaremos, está bem? Quanto ao outro assunto...
- Fique tranquila! Nunca direi nada sobre você.
- Não falo disso. Falo sobre você ficar comigo.
- Vamos fazer o seguinte: depois que tudo for resolvido em relação ao meu irmão, voltaremos a este assunto novamente. Pode ser?
- Pode. Mas... Vou poder continuar me encontrando com você?
- Sim.
- Não só como advogada?
- Não só.
Rosane sorriu, levantou-se da cadeira, pediu que Bella se levantasse também e a abraçou, dando-lhe um beijo na boca.
- Bella, você é a mulher da minha vida, e não vou desistir de você.
Rosane acompanhou Bella até a porta, e a viu saindo. Ela voltou a se sentar, e começou a ler o processo do irmão de Bella.

CONTINUA...



No dia seguinte à conversa com Rosane, Bella foi visitar seu irmão na cadeia.
- Eu consegui, Rodrigo! Dra. Rosane vai pegar o seu caso, e sei que logo você estará livre daqui.
- Como conseguiu que ela te atendesse?
- Eu invadi o escritório dela.
O irmão gargalhou.
- Só você mesma, minha irmã! Diga-me, Bella, você encontrou Lúcia?
- Não, Rodrigo. Fui à casa dela diversas vezes, telefonei para os números de telefone que você me deu, fui ao escritório e nada. Ela parece ter desaparecido!
- Desde que fui preso, ela nunca veio me ver. O que será que aconteceu?
- Rodrigo, você sabe o que eu penso, não é?
- Ah, não, Bella! Não comece com suas desconfianças de novo. Eu já falei que Lúcia não tem nada a ver com isso.
- Está bem, não vou mais falar sobre isso.
Os dois conversaram mais um pouco, se despediram e Bella foi embora.
Alguns dias se passaram. Bella continuou com seu trabalho. Dançando e fazendo programas. Ela e Rosane continuaram se encontrando, como amantes, e como advogada e cliente.
Numa noite, na boate, Alessandra apareceu, pagou para que Bella dançasse em sua mesa, e depois, pediu que Bella se sentasse com ela, pois queria conversar.
- Diga logo o que quer, pois, preciso trabalhar.
- Você não gosta de mim, não é?
- Nem gosto, nem desgosto.
- Você é sempre assim? Arisca com seus clientes?
- Não sou arisca. Sou apenas uma profissional. Faço o meu trabalho, recebo e pronto.
- Se eu te convidasse para sair comigo... Jantar, ir ao cinema, dançar...
- E transar?
- Bom, eu não havia pensado nisso, mas se você quiser... Seria um prazer!
Alessandra deu um sorriso sedutor.
- Na verdade, Bella... Desculpe! Isabella. Não quero fazer um programa com você, quero sair com você como... Uma amiga.
- Amiga? Não somos amigas!
- Mas podemos ser. Só depende de você.
- Escuta aqui...
- Aceita? Quer sair comigo?
Isabella olha para a mão direita de Alessandra e diz:
- O que significa esta aliança em seu dedo anular direito?
- É apenas um anel.
- Sei. Um anel sem pedras, apenas uma argola inocente, não é?
Alessandra sorri.
- Está bem. Você me pegou. Tenho uma namorada, e ela exigiu que eu usasse esta aliança como forma de compromisso.
- Você tem uma namorada e quer sair comigo?
- Como amiga! Eu disse!
- Acho melhor não.
- Por que não?
- Porque não.
- Ok. E se eu te pagasse? Você sairia comigo?
- Também não.
Bella se levantou da cadeira e Alessandra a segurou pelo braço.
- Espere, Bella. Desculpe, eu não quis ofendê-la.
- Não me ofendeu, apenas não estou entendendo o motivo de você querer sair comigo, tendo uma namorada.
- Ora, vai me dizer que todos aqueles homens com quem você sai, são solteiros, sem compromisso, sem esposa, sem namoradas?
- A maioria dos homens com quem eu saio são casados. Outros são solteiros. Mas nenhum tem namorada. Quem tem namorada ou namorado, não precisa de mim. Namoros são sempre românticos, intensos, as pessoas ainda estão se conhecendo e tudo parece ser perfeito.
- Entendi. E acho que você tem razão. Mas não pedi para transar com você. Só quero sair, conversar, te conhecer melhor. Apenas isso.
- Desculpe... Qual o seu nome mesmo?
- Alessandra.
- Desculpe Alessandra, mas não vou sair com você. Agora você pode soltar o meu braço?
Ao invés de soltar o braço de Bella, Alessandra a puxou para perto de si. Olhou em seus olhos, e novamente cheirou seu pescoço. Então, sussurrou em seu ouvido:
- Adoro seu perfume, Bella!
Bella sentiu aquele arrepio de novo.
- Por favor, solte-me!
Alessandra a soltou, e se sentou. Bella se dirigiu ao bar, e pediu uma bebida.
- “Peter Pan”, me dê um uísque com gelo.
- O que? Você vai beber, Bella?
- Vou.
Bella engoliu a bebida de uma vez.
- Caramba! Você quer outro?
- Não, obrigada.
Bella ficou algum tempo sentada, até que um homem se aproximou dela. Conversaram e saíram. Foram para um motel.
Ao chegarem no motel, no quarto, havia uma mulher.
- Mas... – Disse Bella, surpresa.
- Calma! Nós vamos pagar. – Disse o homem.
- O preço vai dobrar.
- Tudo bem, gatinha! Nós pagamos.
O casal pediu que Bella fizesse striptease.
Quando Bella estava só de lingerie, o homem falou:
- Vem aqui, vem tesão!
Bella foi para a cama, e se deitou sobre a mulher.


Devagar, Bella toca o corpo da mulher. A mulher pergunta seu nome.
- Isabella.
- Isabella, faz de mim o que você quiser! Sou tua!
Bella tira a lingerie da mulher, deixando-a nua. E transa com ela, enquanto o homem as observa.
- Ah, que gostoso, Isabella! Faz mais, mais!
Isabella deixa a mulher enlouquecida. Ela goza diversas vezes. Depois, o homem penetra a mulher e pede para que Bella a continue tocando. A mulher delira! Geme! Grita!
Depois, o casal saciado agradece à Bella, e lhe paga mais do que o combinado.
- Você mereceu! Foi ótima!
Bella agradece e saí.
Com seu celular, telefona para um táxi, que chega rápido.
Bella vai para casa, toma banho, come alguma coisa e se deita. Antes de dormir, pensa em Alessandra.






- Droga! Não quero pensar nela! Não posso pensar nela!
Ela balança a cabeça, como se quisesse espantar seus pensamentos. Vira-se de lado e dorme.
Na sexta-feira, no mesmo horário, Rosane vai buscá-la na boate. As duas vão para o motel e transam.
- Ah, Bella! Você não faz ideia do prazer que sinto ao tocá-la, ao vê-la entregue a mim, me deixando possuí-la! Você parada, imóvel, submissa! Quando você coloca seus braços para trás, nossa! Sinto que você é minha! Quando você geme baixinho, sussurrando de prazer, você me deixa louca! Eu adoro ter você! Seja minha Bella!
- Neste momento, eu sou tua, Rosane.
- Não! Quero em todos os momentos, sempre! Por favor!
- Combinamos de não tocarmos neste assunto por enquanto, lembra?
- Sim! Desculpe-me! É que fico louca quando penso que não poderei ter mais você. Tenho medo de perdê-la, Bella.
- Isso não vai acontecer. Fique calma, por favor!
Bella beija Rosane e se amam novamente.
- Seu corpo me entorpece, me queima, me entontece! Diga meu nome, Bella.
- Rosane!
- Mais uma vez!
- Rosane!
Com a língua, Rosane faz Bella gozar.
- Ah, Rosane! Você faz tão gostoso!
- Geme! Geme baixinho pra mim!
Rosane aperta Bella com as mãos, e beija seu corpo inteiro. E também delira de prazer!

CONTINUA...



Isabella estava na boate, dançando no palco, e foi chamada para a mesa, onde havia alguns jovens rapazes. Estavam todos bêbados.
- Ah, eu queria uma dessa lá em casa.
- Uau! Que mulher gostosa!
- Vem aqui no meu colinho, vem gata!
Isabella sorria, e continuava dançando sobre a mesa. Um dos rapazes a puxou para seu colo.
- Não pode me tocar. Por favor, me solte.
- O que é isso? Vai dar uma de difícil, é vadia?
Os rapazes dão gargalhadas, e o homem não solta Isabella. Tenta beijá-la. Um deles diz:
- Solta a moça, cara! Você vai arrumar uma confusão daquelas!
- Solto nada! Vou “comer” essa vadia aqui mesmo.
Isabella dá um chute no “saco” do homem, que grita:
- Vagabunda! Agora você vai ver!
Ele tenta pegar Isabella de novo, mas um homem o segura.
- Pra fora.
O rapaz é atirado porta afora, e o homem que o atirou, diz:
- Não volte mais aqui.
Ele volta para a boate e vai falar com Isabella.
- Você está bem, Bella?
- Estou sim, “Peter Pan”. Valeu!
Isabella vai para o camarim. E chora.
Depois de alguns minutos, alguém entra no camarim.
- Bella, você está bem?
Isabella enxuga as lágrimas.
- Estou sim, Aline, obrigada.
- Tem condições de dançar?
- Claro! Por que?
- Porque tem uma mulher te chamando. Falei que eu dançaria pra ela, mas ela só quer você.
- Tudo bem. Avise a mulher que vou em alguns minutos.
Isabella lavou o rosto, retocou a maquiagem e foi para o salão. Quando vê que é Alessandra, ela pensa:
“Droga! Ela de novo?”
- Oi, Isabella!
- Você de novo? O que quer?
- Quero que dance pra mim. Este é o seu trabalho, não é?
- É.
Isabella dançou sobre a mesa. Alessandra tirou um maço de notas de cem reais, e ofereceu a Isabella.
- Aqui. Vem! – Falou Alessandra, batendo em suas pernas.
Isabella pegou o dinheiro, e sentou-se nas pernas de Alessandra, ficando de frente pra ela.
Por um momento, seus olhos se encontraram. E o tempo, parecia ter parado. Alessandra aproximou-se, esperando que Bella se afastasse. Mas ela não se afastou. Então... Ela a beijou.


Bella estremeceu, e soltou um gemido baixo. Sentiu que o ar lhe faltava, e absorveu aquele momento como se fosse o último que teria.
Pararam de se beijar e continuaram se olhando.
Baixinho, Alessandra disse:
- Bella... Seja minha!
Bella saiu do colo de Alessandra, e foi para o bar.
- “Peter Pan”, vou embora.
- Já Bella? Você não está se sentindo bem? É por causa daqueles garotos, não é?
- Não. Eu estou bem, apenas cansada. Vou para casa.
- Boa noite, Bella!
- Você pode chamar um táxi pra mim?
- Claro! Vou chamar agora mesmo.
- Obrigada, meu amigo.
Bella foi ao camarim, trocou de roupa, pegou sua bolsa e saiu.
Estava em frente à boate, esperando o táxi, quando dois homens se aproximaram.
- Oi, vadia!
Bella viu que era o rapaz que a insultou. Ela tentou entrar na boate, mas os homens a seguraram, levando-a para um beco que ficava na lateral da boate. Bella gritou, e um dos homens lhe deu um soco. Ela caiu.



- Eu ia pagar pra te “comer”, agora vou fazer de graça.
Disse um dos homens, deitando-se sobre Bella.
- Deixem a garota em paz!
Quando os homens se viraram, viram um homem com músculos enormes, e uma mulher armada.


Os rapazes saíram correndo.
- Bella, você está bem, meu anjo?
Bella não respondeu.
- Bella, por favor, fale comigo.
Ela soltou um gemido, mas não conseguiu falar.
- Calma, anjo! Vou te levar a um hospital.
- Deixe que eu cuido dela, “Peter Pan”.
- Tem certeza, moça?
- Sim. Só me ajude a colocá-la no carro.
“Peter Pan” pegou Bella no colo e a levou até o carro de Alessandra.
- Me telefone para saber como ela está, por favor.
- Sim, fique tranquilo.
Bella acordou, e viu que estava em um lugar desconhecido.
- Oi! Como você se sente?
- Com o rosto amassado.
Alessandra sorriu.
- Pelo menos você está de bom humor. Está com fome?
- Sim. Que lugar é esse?
- Meu apartamento.
Bella tentou se levantar, mas sentiu-se tonta.
- Se quer levantar, tente fazer isso devagar. Eu te ajudo.
Alessandra ajudou Bella a se sentar na cama, colocando travesseiros em suas costas.
Saiu do quarto, e voltou com uma bandeja. Café, leite, chocolate em pó, água, suco, frutas, pães, biscoitos, frios...
- O que é isso? Você resolveu me dar uma dieta de “engorda”?
- Você precisa se alimentar, Bella.
Ela pegou a bandeja, se serviu de café com leite e comeu tudo o que havia.
- Para quem estava preocupada em engordar...
Disse Alessandra sorrindo, e tirando a bandeja das mãos de Bella.
Saiu novamente, e quando voltou, Bella não estava na cama.
- Bella?
- Estou tomando banho.
Depois de alguns minutos, ela entrou no quarto.
- Espero que não se importe de eu usar seu roupão.
- Não me importo. – Disse Alessandra sorrindo.
- Maneiro o seu chuveiro! Muita água, e quente, do jeito que eu gosto.
Bella pegou sua bolsa, tirou algumas roupas, e estava voltando ao banheiro, quando Alessandra falou:
- O que vai fazer?
- Vou me vestir. Você não está pensando que vou sair na rua de roupão, não é?
- Sair?
- É. Sair! Ir embora.
- Você não pode ir embora.
- Não? E por que?
- Porque deve ficar de repouso.
- Olha... Eu agradeço muito pelo que fez por mim, mas já estou bem, e preciso ir mesmo.
- Não vá! Vamos conversar. Queria aproveitar para nos conhecermos melhor.
- Mas eu...
- Por favor! Fique! Prometo que não vou tocá-la. Só se você quiser.
Bella ficou pensando. Alessandra estava sendo gentil demais, e ela sempre desconfiava de pessoas muito gentis.
- Por favor, Bella! Você só vai trabalhar à noite, não tem ninguém te esperando em sua casa, e pensei em passarmos o dia juntas. Assim, posso cuidar de você, do seu ferimento.
- Como sabe que não tem ninguém me esperando?
- Sei algumas coisas sobre você, e gostaria de saber mais. Quero que saiba sobre mim também.
- Não sei...
- Por favor.
Bella pensou e respondeu.
- Está bem. Vou ficar, mas você prometeu...
- Juro!
Bella sentou-se na cama, ainda de roupão.
- Pergunte. O que quer saber sobre mim?
As duas conversaram durante horas.
- Você é médica?
- Sim!
- Ginecologista? – Disse Bella, com um sorriso debochado.
- Engraçadinha você! Médica Legista.
- Sério? Que horror!
- Por que horror?
- Porque você mexe com gente morta.
- Não só gente morta, gente viva também. Faço exames de corpo de delito.
E continuaram conversando. Almoçaram, e a conversa continuou.
Já era noite, quando Bella disse que ia embora.
- Preciso trabalhar.
- Hoje você está de folga.
- Quem disse?
- Eu disse! E “Peter Pan” também. Telefonei para ele avisando que você estava bem, e ele disse que você não precisa ir hoje, que pode descansar.
Bella olhou para o seu celular.
- Não acredita em mim, Bella?
Bella ficou encabulada por desconfiar de Alessandra.
- Acredito. Mas vou para casa.
- Não. Quero que fique aqui comigo.
- Não. Quero ir.
Bella se levantou e Alessandra a abraçou.
- Não vá!
Elas ficaram se olhando, e Bella sentiu seu corpo estremecer.
Alessandra foi beijá-la, e Bella pediu:
- Por favor... Não.
- Por favor... Sim!
E a beijou. Alessandra levou Bella para a cama, e começou a tocá-la.
- Pare...
Alessandra ignorou, e continuou tocando Bella, beijando seu corpo inteiro.
Bella, não resistindo aos toques sensuais e envolventes de Alessandra, se entregou.

CONTINUA...

- Você não cumpriu sua promessa.
- É mesmo? Qual promessa? – Perguntou Alessandra, rindo.
- Você disse que não ia me tocar.
- É verdade. Mas eu disse também: só se você quiser. E eu acho que você quis.
Bella deu um sorriso envergonhado.
- Alessandra, eu preciso ir. Esta noite tenho que trabalhar.
- Não tem não. Vai ficar comigo.
- Mas o que é isso? Só porque fez amor comigo, acha que pode me dar ordens?
- Oh! Desculpe! Não tive a intenção.
- Quanta ironia!
- Não estou te dando ordens, Bella, estou pedindo para que fique.
- Hmm. Sei.
- Vai ficar? Se for, vou telefonar para pedir nosso jantar.
- Jantar? Bom... É...
- Isso quer dizer que você fica?
- Posso esperar o jantar, e sair depois.
Alessandra se deita sobre Bella, e diz:
- Não senhora! Se jantar, terá que ficar aqui, comigo.
- Ta bom! Já que insiste, eu fico.
Elas se amaram mais uma vez, e depois, Alessandra pediu o jantar.
Enquanto jantavam, elas conversavam.
- Alessandra, me diga uma coisa. Por que você estava na festa de despedida de solteiro daquele rapaz?
- Porque ele é meu irmão.
- Seu irmão?
- É, Bella! Por que o espanto?
- É que... Aquela casa... É sua?
- Aquela casa é de meus pais.
- Ok. De teus pais, então, é sua também. E do seu irmão.
- É. Vamos dizer que faz parte de nossa herança.
- Caraca! Você é burguesinha!
- Por que estou sentindo um deboche nisso?
Bella sorriu.
- Está zombando de mim, Bella?
- Estou. Mas é verdade, oras! Você é burguesa.
- Não sou burguesa. Eu trabalho, tenho o meu próprio apartamento, meu carro, e sobrevivo com o meu dinheiro.
- Está bem, não precisa se ofender.
- Não me ofendi.
- Se ofendeu sim!
- Não mesmo! Apenas não gosto de ser chamada de burguesa. Dei duro na Universidade de Medicina. Pensa que foi fácil passar para o concurso público da Polícia Civil?
- Desculpe, Ale! Acredito em seus méritos. Aliás, é por isso que você estava armada?
- Pensei que você não tivesse visto.
- Vi, meio turvo, mas vi. Vi e ouvi você e “Peter Pan”.
- Bella...
- Sim?
- Gostaria de te fazer uma pergunta. Bom, na verdade são duas.
- Faça! Se eu vou responder, aí é outro assunto.
- Por que teu irmão está preso?
Bella olhou surpresa para Alessandra.
- Como sabe disso?
- Sei de algumas coisas sobre você, eu te disse isso.
- Meu irmão está preso injustamente, ele é inocente.
- Quer falar sobre este assunto?
E Bella contou-lhe sobre Rodrigo.
- Uma já foi. Manda a outra pergunta.
- Quem é aquela mulher que te pega na boate, toda madrugada de sábado?
- Você anda me vigiando?
- Às vezes. Responda. Quem é ela?
- Esta não vou responder.
- Por que?
- Porque não é da sua conta.
- Nossa! Você é tão gentil!
- Desculpe. Não quis ser grosseira. Mas não gostaria de falar nisso.
- Tudo bem! Eu vou descobrir sozinha.
- Não! – Gritou Bella.
- Por que não? Quem é aquela mulher? Está com medo de que, Bella?
- De nada. Só não quero que se meta em minha vida. E se você insistir nesse assunto, eu vou embora.
- Ta bom! Não falo mais nada.
Bella se levantou da cama e pegou seu celular.
- Droga! Está desligado. Acabou a bateria.
- Na verdade... Ele não acabou a bateria.
- Como sabe?
- Eu desliguei.
- O que? Com a permissão de quem?
- Desculpe! É que eu não quis que ninguém incomodasse você.
Bella rosnou.
Ela ligou o celular e viu que tinham 4 ligações não atendidas. Verificou quem havia ligado e retornou as ligações. Falou com “Peter Pan”. Dois clientes. E Rosane.
- Não foi nada grave. Estou bem. Não é necessário. O que? Não, não. Não estou em casa, estou... Na casa de uma amiga. Fique tranquila, já estou bem. Amanhã nos veremos. Outro.
Bella apagou as ligações recebidas e enviadas.
- Esta última, era a tal mulher misteriosa, não era?
- Não sei do que você está falando.
- Sabe sim. Mas não vou tocar no assunto, já que você faz questão disso.
- É. Faço.
Alessandra aproximou-se de Bella, e lhe beijou no pescoço.
- Sabe... Estou pensando numa coisa.
- Que coisa?
- Que tal um banho juntas?


Fizeram amor no chuveiro. E depois foram para cama.
Bella estava sentindo com Alessandra, o que nunca sentiu com ninguém. Enquanto faziam amor, ela pensava:“Não posso me apaixonar. Não posso!”
Dormiram juntas. Abraçadas, enroscadas, saciadas.



No dia seguinte, Alessandra levantou-se da cama antes de Bella.
- Bella? Está acordada?
- Não.
- Linda! – Disse Alessandra sorrindo. - Vou tomar banho. Fique na cama, quando eu sair, eu te acordo.
Alessandra beijou Bella no rosto e foi para o banheiro.
Bella espreguiçou-se, e levantou. Vestiu-se e foi para a cozinha preparar o café da manhã.
Quando estava passando pela sala com a bandeja de café, ela ouviu alguém mexendo na porta. Em seguida, uma mulher entrou.
- Quem é você?
- Eu?
- É! Você!
- Eu... Eu... Sou a nova faxineira.
Bella saiu para o quarto, seguida pela mulher. Colocou a bandeja sobre a cama.
- Nova faxineira?
- Sim.
- Onde está Alessandra?
- No banho. Desculpe! Preciso ir.
Bella saiu do quarto, e lembrou que sua bolsa estava lá. Voltou.
- Desculpe. Esqueci minha bolsa.
- Posso saber por que sua bolsa está no quarto de sua patroa?
- É que eu... Entrei rapidamente, estava atrasada, e fui direto para o quarto, para arrumar. Quando vi que Dona Alessandra ainda estava aqui, saí para preparar o café, e acabei esquecendo a bolsa.
- E você vai aonde? Não vai limpar o apartamento?
- Sim, claro! Mas antes vou ao mercado. Com licença. Bom dia.
- Espere...
A mulher gritou, mas Bella já havia saído.
Quando Alessandra saiu do quarto, viu a mulher sentada na cama.
- Laís? O que está fazendo aqui?
- Bom dia, meu amor! – Falou, dando um beijo na boca de Alessandra.
- Responda! O que está fazendo aqui?
- Ah! Você esqueceu!
- Esqueci?
- Sim. Combinamos de olhar aquele apartamento de frente para o mar. O corretor nos espera.
- Ah é! Esqueci mesmo. Onde está Bella?
- Bella? Você está falando da nova faxineira?
- Faxineira?
- É. Havia uma moça aqui, e disse que era a nova faxineira. O que houve com Dona Jurema?
Alessandra gargalhou.
- Do que está rindo, Alessandra?
- De nada. Onde está a nova faxineira?
- Ela disse que ia ao mercado. Mas por que está tão preocupada com ela?
- Por nada, Laís. Por nada. Vou me trocar e sairemos em seguida.
As duas foram ver o apartamento. Depois, foram à Imobiliária.
- Ai, amor! O apartamento é lindo! Um sonho! É ele que eu quero.
- Calma Laís! Vamos devagar. Este foi o primeiro imóvel que vimos.
- Mas não quero ver outro. Quero aquele!
O corretor intrometeu-se na conversa, tentando convencer Alessandra a comprá-lo, mas foi em vão.
- Nós ligaremos para o senhor. Bom dia.
Saíram da Imobiliária, e no carro, Alessandra falou:
- Você precisa tomar mais cuidado com o seu vocabulário, Laís.
- Que vocabulário?
- Você me chamou de amor várias vezes na frente do corretor.
- E daí? Você é meu amor mesmo! Aliás, eu quero aquele apartamento. Não sei porque você...
Laís ficou resmungando, não parava de falar. Alessandra nem a ouvia, estava pensando em Bella.
Ela deixou Laís em sua casa, e foi trabalhar. Não conseguia parar de pensar em Bella.
No apartamento de Bella, ela havia tomado banho e estava deitada em sua cama, pensando em Alessandra.
“Que noite! Que linda! Que gostoso! Que sonho!”
- Ah, meu Deus! Por favor, não permita que eu me apaixone por ela. Não posso. É apenas... Um sonho!



Era quase noite. Bella tinha acabado de tomar banho, quando alguém tocou a campainha. Ela olhou pelo olho mágico, e abriu a porta.
- Oi, Bella!
- Oi. Entre. Estou me arrumando para sair.
- Vai trabalhar?
- Claro! Não sou filha de pais milionários.
Alessandra pegou Bella pelos braços.
- Ok. Eu mereci essa. Aliás, vim te pedir desculpas pelo que aconteceu.
- Não me deve desculpas.
- Devo sim. Eu tinha esquecido que havia marcado encontro com Laís.
- Laís? Este é nome da sua namoradinha? Aliás, ela engoliu a história da faxineira?
Alessandra riu.
- Engoliu sim. Você foi muito esperta.
- Bom pra você! Agora, por favor, me solte, preciso me arrumar.
Alessandra a olhou nos olhos.
- Pensei em você o dia todo.
Bella não falou nada.
- Fiquei lembrando de tudo o que aconteceu e... Bella... Não vai trabalhar, vamos para o meu apartamento.
- Não.
- Por favor. Prometo que Laís não vai aparecer lá.
- Não é por isso. É que eu preciso mesmo trabalhar, senão perco meu emprego.
- Você não precisa desse emprego, pode arrumar outro. Você é linda, inteligente, simpática... Pode fazer qualquer coisa!
- Alessandra, por favor.
- Eu te desejo, Bella. De novo! Sempre!
- Sempre? Ah, Alessandra! Sempre não existe!
- Pode existir. Pra nós duas.
- Você pode me soltar? Eu tenho que...
Alessandra beija Bella. Ela a empurra.
- Pare!
Alessandra coloca Bella contra a parede, de costas pra ela.
- Eu te quero, Bella! Agora!
- Pare com isso, Alessandra.
Alessandra ignora Bella, e tira o seu roupão, deixando Bella nua.


- Pare! Por favor!
- Você me quer, eu sei que quer.
- Não. – Disse Bella, com voz firme.
Alessandra pára.
- Desculpe-me! Não sei o que me deu. Eu sinto muito.
Bella vai para o quarto, sem dizer nada. Ela se veste, se maquia e volta para a sala. Alessandra está sentada no sofá.
- Alessandra, preciso ir.
- Pode me desculpar, Bella?
- Tudo bem. Mas, por favor, não faça mais isso. Não tente me forçar a nada, está bem?
- Sim! Perdoe-me!
Alessandra levanta e abraça Bella.
- Vou te levar para a boate. Posso?
- Pode. Vamos logo, pois, tenho um compromisso.
Alessandra entra na boate com Bella.
- Você vai ficar?
- Vou. Hoje é sexta-feira! Dia de festa! – Diz Alessandra, sorrindo.
Bella vai para o camarim, se troca e vai para o palco.





Às 23 horas, “Peter Pan” avisa Bella que um homem a espera. Ela sai com ele da boate, e vão para um motel.
O homem está nu, deitado na cama, enquanto Bella dança para ele, e faz striptease.
- Vem cá, gostosa!
Ele beija o corpo inteiro de Bella.
- Hmm, delícia! Você é a piranha mais gostosa que eu já tive. Mexe pra mim, mexe tesão!
De repente, Bella se lembra de Alessandra.


Ela se sente mal, e quer terminar logo com isso.
Bella enlouquece o homem de uma tal maneira, que rapidamente ele goza. Ele pega o dinheiro e entrega pra ela.
- Valeu, gostosa! Semana que vem vou te procurar de novo. Agora pode ir.
- Não vai me levar de volta à boate?
- Claro que não! Pega um táxi.
Ele entra no banheiro, e Bella resmunga, enquanto se veste. Sai do motel, e vê que em frente, tem um ponto de táxi.
- Que sorte! Pelo menos isso!
Quando chega na boate, procura por Alessandra, e não a vê.
- “Peter Pan”, onde está Alessandra?
- Assim que te viu sair com o cara, ela foi embora.
Bella sentiu um aperto no peito, e uma vontade de chorar, mas... Precisava trabalhar.



No horário de sempre, Rosane foi buscar Bella e foram para o motel. Transaram.
- Bella, o que você tem?
- Por que está perguntando isso?
- Você está estranha, parece distante. Aconteceu alguma coisa?
- É impressão sua. Estou bem.
- Minha doce Bella, eu te conheço! Talvez mais que você mesma. Tem alguma coisa te incomodando, te preocupando. Fale comigo.
- Rosane, eu já disse que é impressão sua. Não há nada comigo. Talvez um pouco cansada, mas é só isso.
Querendo mudar de assunto, Bella falou.
- Quer tomar banho comigo?
- Quero tudo com você! Mas antes, faria uma coisa pra mim?
- Claro!
- Toque-se!
- Você quer que eu me toque, quer dizer...
- Isso mesmo! Toque seu corpo, quero ver.
E Bella se tocou.
- Ah, Bella! Que delícia você é! Continue se tocando! Não pare.
Enquanto Bella se tocava, lembrava-se de Alessandra.

CONTINUA...

Sábado, após o almoço, como sempre, Rosane deixou Bella em seu prédio. Quando ela chegou ao apartamento, Alessandra a esperava.
- O que faz aqui?
Bella abriu a porta, entrou, e fez sinal para Alessandra entrar.
- Foi boa a sua noite, Bella?
- Foi. Mas você não me respondeu o que faz aqui.
- Senti saudades. E também... Quero conversar com você.
- Saudades? Sei. O que quer conversar?
- O homem tem 42 anos, é casado, tem 2 filhos. Mora em outra cidade com a família, mas uma vez por semana vem pra cá a trabalho. Ele ficou com você pela primeira vez, e tenho certeza que gostou.
- O que é isso?
- Espere! Tem mais. A mulher com quem você se encontra toda madrugada, é Dra. Rosane, advogada, casada, mãe de 3 filhos, tem um neto, é uma dama da sociedade, e...
- Pare! O que está fazendo?
- Dra. Rosane, é como dizem, uma lésbica enrustida, que adora se divertir com garotinhas como você. Uma velha safada é o que ela é.
- Cale a boca!
- Eu te falei que ia descobrir quem era a mulher misteriosa com quem você sai.
- Você não tem o direito!
Bella está furiosa, e tenta bater em Alessandra, que segura seus braços.
- Calma Bella! Não estou entendendo porque você está tão zangada.
- Cínica! Você é canalha, Alessandra. O que te faz pensar que pode se meter assim na minha vida? Por que está fazendo isso?
- Porque eu quero você. Quero que seja só minha. Quero que deixe de ser uma prostituta barata.
Bella começa a chorar.
- Você me quer pra que? Para ser sua amante?
- Não. Quero que seja minha mulher.
- Você tem Laís.
- Ela não sabe fazer o que você faz na cama.
- Desgraçada! Me solte! Saia da minha casa.
Alessandra aperta Bella contra seu corpo e a beija. Bella luta, tenta se soltar, mas em vão. Então, morde os lábios de Alessandra.
- Mas que droga! Você me mordeu.
Bella vai até a porta, abre e ordena:
- Vai embora, e nunca mais volte a me procurar.
Alessandra se aproxima de Bella, sorrindo.
- Não chegue perto de mim, senão eu grito.
- Não acredito que você não queira mais que eu a procure. Você está apaixonada por mim, Bella. Vejo isso em seus olhos.
- Se você não sair agora, eu vou gritar.
- Está bem. Eu vou sair, mas não pense que vou desistir de você.
- Vai embora.
- Só uma pergunta. Você transa com a velha como forma de pagamento para que ela livre seu irmão da cadeia?
- Sai! – Gritou.
Alessandra saiu, Bella bateu a porta.
- Ela não tinha o direito de fazer isso comigo. Não tinha!



Bella não dormiu a noite toda.
Domingo, foi visitar seu irmão. Ele percebeu que havia algo errado com ela, mas Bella disse que era impressão dele. Ele não se convenceu, mas aceitou.
Assim que Bella chegou em casa, telefonou para Rosane.
- Desculpe te ligar, mas preciso falar com você. É urgente.
- O que houve? Você está bem?
- Não. Tem como você se encontrar comigo agora?
- Vou dar um jeito, não se preocupe. Onde quer me encontrar?
- Aqui, no meu apartamento. Por favor, Rosane, preciso que venha.
- Eu vou, Bella. Estarei aí em alguns minutos.
- Obrigada.
Depois de 40 minutos, Rosane chegou ao apartamento de Bella.
- Oi, meu anjo! O que você tem? Me deixou tão preocupada.
- Sente-se, Rosane. Quer beber um café, uma água? Desculpe, não tenho mais nada para te oferecer.
- Não quero nada. Quero apenas que me conte o que você tem.
Bella contou-lhe sobre Alessandra.
- Eu não sei o que ela pode fazer com essa informação, por isso, estou tão aflita. Tenho medo que ela tente algo contra você. Se ela te prejudicar, nunca vou me perdoar.
- Fique calma, Bella. Ela não fará nada contra mim. Ela quis te ferir, ou talvez mostrar que é esperta, que pode controlar sua vida.
Rosane pega no rosto de Bella.
- Estou feliz que tenha se preocupado comigo.
- Desculpe.
Bella começa a chorar.
- Não chore, minha menina! Nada vai acontecer. Se quiser, posso procurar essa mulher e conversar com ela.
- Não faça isso! Ela pode se zangar e prejudicar você.
- Ela não vai me prejudicar, acredite! Acho que ela está apaixonada por você, e não está sabendo lidar com isso.
- Apaixonada? Uma mulher apaixonada não faz o que ela fez. Ela é uma garota mimada, isso sim. Está acostumada a ter tudo, e quando vê dificuldade em conseguir algo, faz jogo sujo.
- Bella, me responda com sinceridade. Você está apaixonada por essa mulher?
Bella não responde.
- Responda, Bella! Por favor.
- Eu não sei.
- Não sabe? Ah, minha doce Bella! Você está apaixonada sim. E o que pretende fazer?
- Não sei. Eu não sei, Rosane.
Bella chora, e Rosane a deita em seu colo.
- Chore, minha criança! Limpe sua alma. Não se preocupe, estou aqui para cuidar de você.
Rosane acaricia os cabelos de Bella, e ela dorme.
Quando Bella acorda, está deitada no sofá, coberta com um edredom. Rosane está sentada em uma poltrona.
- Dormiu bem, meu anjo?
- Que horas são?
- São quase 7 horas da noite.
- Ah, meu Deus! Segurei você até agora! Desculpe. E eu tenho que trabalhar.
- Não vá. Descanse. Bella, você comeu alguma coisa hoje?
- Não.
- Nada?
- Não senti fome.
- Vamos providenciar algo para você comer. Quer jantar fora?
- Com você? Mas e...
- Já sei o que vai dizer. E se nos virem juntas. Não é isso?
- É.
- Você é minha cliente. Estou trabalhando no caso de seu irmão.
- Tem certeza que não haverá problemas?
- Levante-se, tome um banho, se arrume e fique linda pra mim.
Bella fez o que Rosane havia sugerido, e saíram para jantar em um restaurante luxuoso.
- Caraca! Isso aqui é chique demais! Não vou saber nem comer.
Rosane sorriu.
- Não se preocupe com isso, Bella. Se precisar, eu te ajudo.
O garçom trouxe o cardápio, e elas fizeram o pedido.
Depois do jantar, Rosane deixou Bella em seu apartamento.
- Rosane, tenha cuidado com Alessandra, por favor.
- Eu terei, minha Bella. Não quero que se preocupe comigo. Durma bem.
- Obrigada pelo jantar. Estava uma delícia!
Elas se abraçam e se beijam.
Bella entra, e quando chega ao apartamento, Alessandra está lá. Bella sai correndo pelas escadas, mas Alessandra a alcança.
- Calma Bella. Não vou fazer nada.
- Vai embora. Me deixe em paz, pelo amor de Deus!
- Por favor, Bella. Quero falar com você.
- Não. Chega.
- Por favor!
Bella tenta se soltar, mas Alessandra a aperta.
- Você está me machucando.
- Perdão! Perdão por tudo.
Bella pára de lutar.
- O que?
- Quero que me perdoe, Bella. Eu sei que fiz besteira, você tem razão, eu não tinha o direito de invadir sua vida. Por favor, me perdoe.
- E você acha que vou acreditar em sua humildade repentina?
- Acredite. Vim só pra isso. Quero que me perdoe.
- Quero... Quero... Quero... É só o que você saber dizer.
- Você está certa. Por favor, preciso que você me perdoe. Eu extrapolei, perdi a cabeça. Perdoe-me. Se você quiser, nunca mais te procuro, eu prometo.
- Você não sabe cumprir suas promessas.
Alessandra sorriu.
- Bella, você é um charme! Vai me perdoar?
- Ok. Com uma condição.
- Diga! O que quiser!
- Que você não vai fazer nada para prejudicar Rosane. Ela é uma pessoa maravilhosa. E não estou transando com ela como pagamento. Vou pagá-la em dinheiro. Eu a contratei.
- Está bem. Faço o que você quiser. Só quero... Preciso que me perdoe.
- Eu perdoo. Agora quero que vá embora.
Alessandra cheira o pescoço de Bella.
- Perfume diferente.
- Alessandra.
- Desculpe.
Elas se levantaram.
- Como sabia que ia me encontrar aqui?
- Fui à boate, e “Peter Pan” disse que você telefonou, dizendo que não ia trabalhar hoje.
- Ah. Certo.
Alessandra cheira o pescoço de Bella novamente.
- Perfume novo? Prefiro o outro.
- Não é novo.
- Mas estou sentindo um cheiro diferente, não é o seu perfume.
Alessandra passa a língua no pescoço de Bella, que estremece.
- Pare, Alessandra.
- Ah, Bella! Te quero!
- Não.
Alessandra continua beijando o pescoço de Bella, e coloca a mão em um de seus seios. Depois a beija na boca.
- Pare, alguém pode nos ver.
- Então vamos para o seu apartamento.
- Não.
- Sim, Bella! Por favor!
- Vai procurar sua namorada.
Alessandra a olha.
- Aliás, se quiser, posso ensinar Laís como fazer amor com você. É só me pagar, qualquer quantia, afinal, sou uma prostituta barata.
- Ok. Já entendi.
Alessandra vai embora. Bella entra no apartamento, vai para a cama, e chora.
- Será melhor assim, Bella.

CONTINUA...

Na boate, Bella e “Peter Pan” conversam.
- Faz duas semanas que não vejo aquela moça. Alessandra, não é?
- É.
- Por que ela não veio mais, Bella?
- Não sei.
- Vocês brigaram?
- Não.
- Estranho! Ela estava aqui quase todas as noites, e parecia gostar de você.
- Vou me arrumar.
Bella se levanta e “Peter Pan” a chama.
- Bella... Você se apaixonou por ela, não foi?
- Ora, “Peter”! Não diga bobagens.
- Bobagens? Está na sua cara, Bella! Seus olhos começaram a brilhar quando toquei no nome dela. Você está apaixonada sim.
- Não estou. Mas mesmo que estivesse, seria um erro.
- Por que?
- Porque somos de mundos diferentes. Não daria certo.
- Ah, sei! É como “A Dama e o Vagabundo”. No caso de vocês, A Dama e a Vagabunda. Tem também a “Princesa e a Plebéia”.
“Peter Pan” ri.
- Tenho mais o que fazer, ao invés de ficar ouvindo essas besteiras.
Bella saiu, indo para o camarim.
“Sim! Eu estou apaixonada por ela! Mas vou esquecê-la. Custe o que custar”.
Os dias se passavam, e Bella não conseguia parar de pensar em Alessandra. Tinha sonhos com ela. Sonhos, que jamais poderiam se realizar.


Certo dia, Bella estava em seu apartamento limpando, arrumando a bagunça que ela mesma costumava deixar. Alguém tocou a campainha. Bella sentiu seu coração disparar e pensou:
“Será que é ela?”
Ela corre para abrir a porta, e quando vê a pessoa que está lá, Bella se decepciona.
- Tia? Que surpresa!
- Não vai me convidar para entrar, Bella?
- Ah, sim! Claro! Por favor, entre.
A mulher entrou, e ficou olhando para o apartamento.
- Desculpe, tia. Estou fazendo uma faxina. Não quer se sentar?
Bella tira as coisas que estão sobre o sofá.
- Não vim fazer uma visita de cortesia. Vim lhe entregar isto.
A mulher entrega um telegrama para Bella. Ela lê.
- Bella, você precisa dar um jeito nisso. Como pode ler aí, se o apartamento não for pago, irá a leilão. É o último aviso. Se você não pagar, meu nome vai ficar sujo.
- Estou tentando resolver, tia. Mas o valor é muito alto, ainda não tenho todo o dinheiro. Não quero perder o apartamento. Se isso acontecer, meu irmão e eu não teremos para onde ir. Acredite! Estou trabalhando para isso, mas...
- Bella, sinceramente, não me importo se você e seu irmão não tiverem para onde ir. Mesmo porque, Rodrigo já tem uma casa, não é? Lugar de assassino é na cadeia. E você? Bem, pode morar naquele prostíbulo onde você trabalha.
- Meu irmão não é um assassino e vamos provar isso.
- Você e seu irmão são iguais à sua mãe. Ela era minha irmã, mas não prestava, era a vergonha da família. Você a puxou ainda mais, uma prostituta, sem caráter, sem vergonha na cara.
- Por favor, tia, não fale de minha mãe.
- Falo sim. É por isso que estou nesta situação. Meu nome pode ficar sujo, porque fui bondosa ao emprestar meu nome para a sua mãe comprar este apartamento. Se arrependimento matasse... Olha Bella, não quero saber com quantos homens você vai se deitar, só quero que resolva este problema o mais rápido possível.
Bella abaixa a cabeça, magoada, humilhada.
- Agora abra a porta, quero ir embora. Espero que você evite que meu nome seja sujo, entendeu?
Bella não diz nada. Abre a porta e sua tia sai.
De repente, Bella grita, chora, e pega tudo o que vê pela frente e atira contra a parede.
- Droga! Não pode falar de minha mãe, nem de meu irmão. Eu odeio você, odeio!
A campainha toca novamente. Bella corre para abrir, pensando que se for sua tia de novo, vai falar tudo o que ficou engasgado.
- O que é?
- Bella?
- Rosane?
Bella vira o rosto e enxuga as lágrimas.
- Bella, você está bem, meu anjo?
- Sim. Desculpe, Rosane. Entre, por favor.
Rosane entra e Bella fecha a porta.
- Desculpe a bagunça, é que estou fazendo uma faxina. Sente-se.
Rosane se aproxima de Bella, pega em seu rosto e diz:
- Por que você estava chorando?
- Eu não estava chorando.
- Quem pensou que era, quando abriu a porta?
- Minha tia. Ela nunca aparece, e quando aparece, me deixa estressada.
- Quer conversar sobre o assunto?
- Não. Diga-me! Por que está aqui?
- Tenho uma surpresa para você.
- Surpresa? Boa, eu espero!
- Sim, muito boa. Mas você precisa sair comigo.
- Sair? Bom, se você esperar eu dar um jeitinho no apartamento, serei rápida. Espera?
- Sempre!
Bella pegou as coisas que havia atirado na parede e que estavam caídas no chão, arrumou a sala, e perguntou se Rosane queria um café. Ela disse que não. Então, Bella avisou que tomaria banho.
Enquanto Bella estava no banho, Rosane viu o telegrama sobre um aparador. Não se conteve, e leu. Depois, o colocou no mesmo lugar.
- Estou pronta. Podemos ir.
- E linda como sempre!
Rosane beijou a boca de Bella.
- Quando tudo for resolvido, você vai ter que me dar aquela resposta.
- Eu disse que daria, e darei. Vamos?
Bella trancou a porta, e se dirigiram para fora do prédio, onde Rosane havia estacionado o carro.
- Para onde estamos indo?
- Eu falei que é uma surpresa.
- Ah! Nenhuma dica?
- Deixe de ser curiosa, minha menina.
Bella fez um biquinho.
- Por favor, não faça esse biquinho, você sabe que não resisto.
Bella sorriu.
Tinham andado mais ou menos 30 quilômetros.
- Espere... Eu conheço este caminho. Estamos indo para... Ai, meu Deus! Rosane...
- Calma! Estamos quase chegando.
Bella sabia para onde Rosane a estava levando. Ficou ansiosa, nervosa, aflita, mas ao mesmo tempo, feliz.
- Boa tarde! Sou a Dra. Rosane, e vim buscar um detento, Rodrigo.
- Sim, senhora! A estávamos aguardando.
- Rosane... Meu irmão... Ele... Você...
- Seu irmão vai para casa hoje, Bella.
Bella, não se contendo mais, desabou a chorar. Abraçou e beijou Rosane.
- Você conseguiu o Hábeas Corpus?
- Não.
- Não? Então... Como...
- Seu irmão está livre, Bella. Analisei o inquérito, as provas, testemunhas, enfim! Está provado que seu irmão é inocente, e a esposa da vítima, a essa hora, deve estar sendo procurada e será presa.
Rodrigo chegou, e Bella pulou em seu colo. O beijou, abraçou, apertou...
- Bella, se você não parar, vou precisar passar na enfermaria.
Bella sentiu-se tonta, e quase caiu. Rodrigo a segurou.
- Bella, o que você tem?
- Emoção, meu irmão. Agora tudo vai dar certo. Eu sei que vai.
Enquanto Rosane assina alguns papéis, Bella continua abraçada ao irmão, e chora. De felicidade! De esperança!
A caminho de volta para casa, Rosane conta como conseguiu que Rodrigo fosse solto.
- Eu te falei que não confiava naquela mulher.
- Eu não consigo acreditar que Lúcia teve coragem de mandar matar seu marido, e ainda deixar que eu levasse a culpa.
Rodrigo, apesar de feliz por estar livre, se entristece ao pensar na traição de Lúcia, a mulher que ele amava.
Chegaram ao apartamento e Rodrigo beijava cada canto que encontrava. As paredes, os móveis, os porta-retratos... Tudo!
- Mana, estou com tanta fome e uma saudade da tua comida. O que você fez de bom?
- Ah... Nada. Eu não saiba que você viria para casa, Rosane me fez uma surpresa. Desculpe.
- Não se preocupem, vou providenciar nosso almoço. Não almocei também e estou com fome.
Disse Rosane, pegando seu celular e telefonando para um restaurante.
- Pronto. Em alguns minutos, nossa comida vai chegar. Pedi no mesmo restaurante que a levei, Bella.
- Hmm! Não sei porque, mas minha fome aumentou. - Disse Bella, arrancando gargalhadas de Rosane e de Rodrigo.
- Enquanto a comida não chega, vou tomar banho.
- Vai, meu irmão. Mas antes...
Bella abraça seu irmão e diz:
- Eu te amo! Sempre e para sempre.
- Eu também te amo, Bella. Sempre e para sempre.







- Rosane... Obrigada! Você não faz ideia de como me deixou feliz.
Bella vai para o seu quarto e volta com um envelope.
- Aqui está o que combinamos. Você conseguiu dar a liberdade ao meu irmão. Confira, por favor.
Rosane pega o envelope e confere o dinheiro.
- Bella, quero conversar com você.
- Claro!
- Desculpe-me, mas quando você foi para o banho, antes de sairmos, vi um telegrama que estava em cima daquele móvel. Você e seu irmão estão correndo o risco de perder este apartamento, Bella?
- Você não deveria ter feito isso.
- Eu sei. Foi uma falta de educação de minha parte ler a sua correspondência, mas quando cheguei, vi que você não estava bem, estava muito nervosa. Eu precisava saber porque. Era por isso, não era?
Bella começou a chorar.
- Sim. Era. O apartamento está no nome da minha tia, e ele vai a leilão, caso eu não quite a dívida. É impossível! Tentei fazer um acordo com o Banco, para pagar uma quantia mensal, refazer o financiamento, mas eles estão irredutíveis.
- Qual é o valor?
- Rosane, por favor, isso não tem nada a ver com você. Eu vou...
- De quanto você precisa, Bella?
- Oitenta mil reais.
- Eu posso te ajudar.
- Não quero.
- Por favor, Bella! Essa quantia não é nada pra mim. Deixe-me ajudá-la.
- Não. Não é certo.
- O que não é certo, é você e seu irmão perderem o único lugar que tem para morar.
Bella chora.
- Eu não sei mais o que fazer. Trabalho dia e noite, junto todo o dinheiro que ganho e não dá para nada.
- Então, Bella! Eu posso ajudar você. Por favor.
- Minha mãe comprou este apartamento com tanto sacrifício, ficou tão feliz quando nos mudamos. Ela o olhava, admirava e dizia: “É nosso, meus filhos! É nosso!”.
- Bella, fale-me de sua mãe. E de seu pai.
- Não tenho pai.
- Ele também faleceu?
- Não, mas é como se tivesse.
- Quer me contar sua história? Adoraria ouvir.
A campainha tocou. Bella abriu a porta. Era um rapaz entregando a comida. Rosane o pagou.
- Vou chamar Rodrigo.
- Espere – disse Rosane, segurando o braço de Bella – Nossa conversa ainda não acabou.
Eles almoçam.
- Esta comida é dos deuses! Lá no presídio, a comida era tão ruim, mas tão ruim, que nem os ratos comiam. Posso repetir?
- Claro! Coma o quanto quiser.
Rodrigo repetiu o prato 3 vezes. Depois, disse que iria dormir.
- Posso, mana?
- Você pode tudo meu irmão! Tudo!
Bella tirou a mesa, foi para a cozinha e começou a lavar a louça. Rosane a abraçou.
- Isso me excitou. Adoraria fazer amor com você nesta pia.
- Pare, Rosane, Rodrigo pode nos ver.
- Desculpe! Mas você sabe o quanto é irresistível. Promete fazer amor comigo assim?
- Prometo. Mas não hoje.
- Sim. Mas em breve, espero. Agora me conte. Quero saber tudo sobre sua mãe, seu pai, sobre você.
Bella lhe contou.

Há 27 anos, a mãe de Bella e de Rodrigo, se apaixonou e se envolveu com um homem casado. Ele prometeu a ela que se separaria da esposa para ficarem juntos. Quando sua mãe engravidou, ele a abandonou. Desapareceu.
- Mas... Rodrigo não é seu irmão por parte de pai?
- Claro que é!
- Não estou entendendo. Ela engravidou dele e depois de você? Ou de você e depois dele? Isso quer dizer que seu pai reapareceu e...
- Rosane, Rodrigo e eu somos gêmeos.
- Gêmeos! Claro! Como não pensei nisso. Continue, minha Bella.
- Rodrigo e eu, nunca tínhamos visto nosso pai. Rodrigo não o conhece ainda, mas eu sim. Há quatro anos, minha mãe ficou muito doente, e há três, ela morreu. Quando ela ainda estava no hospital, com febre, ela delirava e chamava o nome dele. Isso me cortava o coração. Mesmo depois de tudo o que aquele canalha fez com ela, ela ainda o amava. Mesmo sentindo ódio por ele, eu fui procurá-lo em sua empresa. Fui várias vezes, mas ele nunca me atendeu, estava sempre em reuniões.
- Você disse que era a filha dele? Se apresentou como tal?
- Na empresa não, mas uma vez, quando senti que minha mãe estava morrendo, eu o procurei de novo, e me informaram que ele estava almoçando. Andei pelos restaurantes próximos à empresa e o achei. Entrei no restaurante e falei o seu nome. Ele disse:
- Pois não, sou eu. O que uma bela mulher quer comigo?
Ele estava acompanhado com outros homens, que riram. Eu disse:
- Gostaria de falar com o senhor, a sós.
- A sós? Hmmm! Com você, meu bem, não vai dar para falar apenas.
Ele e os homens riram de novo. Aquele desgraçado estava me cantando! Cantando a própria filha!
- Sou sua filha.
Os sorrisos saíram dos rostos daqueles homens nojentos.
- O que disse garota?
- Eu sou a sua filha. E quero falar com você.
- Que brincadeira é essa?
- Escuta aqui, você pode ter se esquecido da minha mãe, mas infelizmente, ela não esqueceu de você.
- Quem é a sua mãe?
- Ana Regina.
Ele se levantou da cadeira, me puxou para um corredor, que ficava próximo aos banheiros e falou:
- Menina, que tipo de brincadeira é essa?
- Não é brincadeira. Minha mãe está no hospital, está morrendo e chama o seu nome. Quero que vá vê-la.
- E por que eu faria isso?
- Porque ela ainda o ama, apesar de você ser um cafajeste. Eu gostaria que ela o visse antes de morrer. Não pense que é por mim, é por ela.
- Não vou fazer isso. Não sei como teve coragem de vir aqui falar comigo.
- Você poderia ter só um pouco de compaixão, e dar a uma moribunda um suspiro de alegria, um sorriso de felicidade.
- Isso é dramático demais, mas não me comoveu. Eu nem sei se você é minha filha, isso é o que você diz.
- Eu não deveria ter vindo. Era só isso o que eu podia esperar de um canalha mau caráter como você.

- E saí. Dois dias depois, minha morreu, ainda falando o nome dele.
- Muito triste a sua história, Bella. Qual o nome de seu pai?
- Ele não é meu pai.
- Está bem. Qual o nome desse cafajeste?
- Luis Henrique.
- Luis Henrique, o empresário dos computadores?
- Este mesmo!
- Bella, está aí a solução para os seus problemas, já que você não quer minha ajuda.
- Está falando de que?
- Vamos abrir um processo contra ele, de paternidade.
- Não quero.
- Bella, você não precisa reconhecê-lo como pai, é ele quem precisa reconhecer você e seu irmão como filhos. Farão exames de DNA, e ficando provado que vocês são filhos dele, vamos arrancar todo o dinheiro que pudermos. Pense nos problemas que ele vai enfrentar quando isso vier à tona. Jornais, televisão, revistas, a família dele... Todos vão saber. Será como fazer justiça à sua mãe.
- Não sei, Rosane.
- Você tem certeza de que ele é seu pai biológico?
- Sim, minha mãe não mentiria, nem se enganaria.
- Então! Aceite! Eu trabalho neste caso, e deixo você me pagar depois que ele mexer nos bolsos e nos cofres. Por favor, Bella.
Bella pensou durante alguns minutos e disse:
- Ele pode se negar a fazer o exame de DNA, não pode?
- Pode, mas ele vai fazer, Bella. Eu garanto.
- Está bem. Vamos processá-lo. Será a minha vingança, a de meu irmão e a de minha mãe.
- Vingança não, Bella. Justiça! Aliás, tenho uma proposta para te fazer.
- Qual?
- Vou quitar seu apartamento para que vocês não o percam. Colocaremos no seu nome e no nome de seu irmão, para que vocês não tenham problemas com sua tia. Depois que vocês receberem o dinheiro a que tem direito, você me paga pelo apartamento, será um empréstimo. Concorda?
- E se perdemos o processo?
- Não vão perder, Bella. É um caso ganho. Vou procurar o canalha, tentarei fazer um acordo, caso ele não queira, ele vai perder na justiça.
- Confio em você. Sei que vai conseguir.
- Isso quer dizer que você aceita? Posso começar a trabalhar neste caso?
- Pode. Eu aceito.
- Bom, agora quero duas coisas.
- Diga!
- Quero ir a um motel com você, e quero saber sobre a outra proposta que te fiz. Você disse que me daria uma resposta depois que seu irmão estivesse livre. Ele está.
- Eu sei. Mas... Teremos outro processo. Essa resposta pode ser depois que...
- Bella. – Falou Rosane, com um tom ameaçador.
- Ok, ok! Vamos. Conversaremos no motel.
Bella e Rosane fizeram amor. Rosane dizia chegar ao céu, de tanto prazer que Bella lhe dava.
- Eu te amo, minha doce Bella!

CONTINUA...

RM

"Qualquer semelhança com nomes e acontecimentos, terá sido mera coincidência. Não são fatos reais”.

11 comentários:

  1. Bom dia!
    Seria esta "Escolha" uma "História ou Estória"?
    Sendo qual for...certamente será interessante pois, ao postar da foto, nota-se que será "Boa" ...rs.
    Na verdade, a foto é belíssima e o que está por vir.... será de acôrdo com a mesma.
    Enfim.....como diz acima "aguardando" ...rs.
    Abraços Escritora.

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  2. qdo vejo esse negócio "CONTINUA..." me dá uma gastura..............uashaushsusussss
    ja gostei......Bella e Alessandra, mais um par perfeitinho.......garota de programa é? ui!!!!!!
    não demora muito pra continuar não tá bom? eu fico brava, tu sabe! uashuashuashua
    beijinhus

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  3. Admiradora Secreta17 de agosto de 2010 19:58

    Vc é sedutora, intensa, apaixonante.
    Seu único defeito é não estar disponível......rsrsrssss
    Estou ansiosa pelo término deste conto excitante.
    Gostei, copiei e colei:
    E se eu tocar o teu corpo, bem sei. Deixarei em ti a essência de tudo o que sou...
    Perfeito!....rsrsrsrsssss
    Beijosssss

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  4. Admiradora Secreta17 de agosto de 2010 20:08

    Ah! Teus olhos!
    De uma cor celestial!
    Meus olhos te desnudam...
    Desnudam teu corpo, tua alma, teus pensamentos.
    Você está em mim, mas eu não estou em você.
    Que pobre a minha alma, que perdida se encontra...
    E em meus devaneios, você sou eu... E eu...
    Sou você!

    (pode copiar, fiz pra vc)

    Beijo tua face em sinal de respeito e carinho.

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  5. No auge vc para. RUM.

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  6. Seu Blog é muito lindo! Parabéns!

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  7. Guarda estes versos que escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando.

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  8. Oi!

    Como sempre ADOREI.
    EXCLUINDO certas Admiradoras Secretas, ta tudo perfeito.

    Coloca logo o resto!

    Te Amo
    !!!

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  9. Alessandra,nome da minha 'namorada'. Brigamos hoje,são 4:33 agora'
    estava procurando algo na internet e achei
    essa história. Era pra tentar esquecer,mas me fez lembrar mais rs'
    Beijos,boa escrita.

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  10. Adorei a História:Amor de sangue(irmã) e amor de Mulher...
    Um romance intenso!...

    Parabens

    bj's

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